Favorecimento de cineastas, em meta de cotas, é provisoriamente descartado

Embate de bastidor entre MinC e Ancine se torna público, e quem paga o pato é a cadeia produtiva, tolhida de mecanismos efetivos a favor de negros, mulheres e indígenas

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postado em 14/12/2017 12:22 / atualizado em 14/12/2017 13:04


Entrelinhas pouco esclarecidas de decisões do comitê gestor do Fundo Setorial do Audiovisual — uma das bases de fomento para a produção de filmes nacionais — acirraram os ânimos entre o ministério da Cultura, na figura do ministro Sérgio Sá Leitão, e a Agência Nacional do Cinema
(Ancine). A presidente-diretora-interina da entidade Debora Ivanov pretendia a aprovação de um princípio indutor destinado à maior participação de cineastas negros, indígenas e diretoras mulheres. Um acréscimo de 0,1 (numa escala de notas entre 0 e 5) na pontuação favorável a projetos a serem desenvolvidos pelas três alas consideradas historicamente achatadas era uma das propostas levantadas durante reunião no começo da semana.
O elemento indutor de estímulo na análise de futuros filmes desagradou o ministro. A Ancine — que defende a bandeira da "diversidade cultural, regional, de gênero e raça" — pleiteou a imediata adoção da medida em futuros e próximos editais. Já — numa postura exitosa — o MinC recondiziu a discussão à outra instância: o âmbito do Conselho Superior do Cinema, entidade que terá reunião no começo de fevereiro de 2018. Defendendo o "princípio da iguldade" e a sustentabilidade do setor audiovisual, Sérgio Sá Leitão fez valer o peso do MinC. 
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