Roger Waters fala ao Correio sobre a turnê no Brasil no próximo ano

De férias no Brasil, Roger Waters aproveita para divulgar o show que fará em sete cidades brasileiras no ano que vem. Seja música ou política, não dá pra segurá-lo quando o assunto é polêmico

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postado em 19/12/2017 06:30 / atualizado em 19/12/2017 09:07

MRossi/Divulgacao


São Paulo — A mente criativa por trás do Pink Floyd e o responsável por  "quebrar" o grupo na década de 1980; o dono de uma voz professoral diante de letras pungentes; capaz de falar de compaixão e criticar quem faz shows em Israel — por causa da política daquele país em relação à Palestina.

Roger Waters desperta sentimentos diversos em fãs por todo mundo, seja de admiração, seja de discordância completa. Porém, do gênio musical é possível sempre ter duas certezas: o posicionamento veemente do que ele acredita ser o correto e um show sempre grandioso, construído com detalhes e paixão. É isso que o público brasiliense aguarda para a apresentação do ídolo, em 13 de outubro do ano que vem, no estádio Mané Garrincha.

Waters estará também em São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Para falar da turnê Us + Them, o ex-baixista do Pink Floyd deu um tempo nas férias, em Trancoso (BA), e conversou com jornalistas em São Paulo. Aos 74 anos, o músico mostra uma empolgação rara ao imaginar como serão as apresentações.

Já na primeira conversa com os assessores, eles pedem: foquem na turnê, falem de música, ele não quer falar de política. Não é um pedido dele, mas da organização, porque Waters dá opinião sobre tudo e discorre sobre política durante horas. Não daria tempo de dar tantas entrevistas. Mas, sabe como é, não dá pra evitar esse tipo de assunto quando se está na frente de um gênio polêmico.

Assim, Waters começa explicando como serão os shows. Diz, por exemplo, que 75% do material apresentado é antigo. “São coisas que eu fiz no Pink Floyd. Na verdade, eu só fiz coisas no Pink Floyd”, aponta. Ou seja, músicas de The Wall, The dark site oficial the moon, Animals e Wish you were here. E 25% vai para a conta do seu último trabalho, Is this the life we really want?, lançado este ano. E ele se encanta com a primeira perna da turnê, realizada até outubro nos Estados Unidos.

“No fim do show, eu encorajo o público a se juntar a mim na crença da capacidade de nos amarmos uns aos outros e de sermos empáticos uns com os outros”, ensina, antes de partir para cima dos defeitos da sociedade moderna, principalmente nos EUA, onde ele mora. “A administração de Trump nos EUA é o exemplo perfeito da manifestação de como destruir o mundo é uma ‘coisa boa’ para eles”.

“Eles estão indo direto e reto para o armaggedon. E é isso o que eles querem: o armaggedon”, continua Waters, chamando Donald Trump de imbecil e de outros adjetivos similares. E o show é sobre isso: avisar às pessoas de que governantes pouco capacitados estão no poder e dar esperança aos fãs. “É por isso que as pessoas querem sair por aí e se embebedar. Querem esquecer disso, e não ficar nem aí para a política, ficar nem aí para os direitos humanos.”

Empolgação

Roger Waters está animado em fazer shows na América do Sul — além do Brasil, visita Uruguai, Argentina, Chile e Peru. “Espero que todas as apresentações na América do Sul sejam mais que maravilhosas, porque sempre são. Na América Latina, na América Central, são meus lugares preferidos para tocar. Há uma conexão diferente com a plateia, é diferente”, completa o músico — e ativista dos direitos humanos — de 74 anos.

Roger Waters — Us Them
Ingressos à venda na Fnac, do Park Shopping. Pista premium Elo: R$ 360 (meia)  R$ 720 (inteira) Cadeira inferior:  R$ R$ 245 (meia) R$ 490 (inteira) Pista: R$ 170 (meia)  R$ 340 (inteira) Cadeira superior:  R$ 120 (meia) e R$ 240 (inteira) Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental). Em 13 de outubro de 2018. Abertura de portões: 17h.  Início do show:  21h30. Classificação indicativa: De 10 a 15 anos permitida a entrada acompanhado de responsável.  A partir dos 16 anos é permitida a entrada desacompanhada.
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