Grupo 7 na roda comemora 10 anos de carreira com novo álbum

Intitulado Convocação, o disco prestigia os compositores da cena brasiliense e apresenta novos sambistas

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postado em 02/01/2018 07:31

Renata Ferraz/Divulgação

 
Quando, em 2013, o Adora Roda lançou seu CD de estreia, Mensageiros do samba, a intenção era deixar claro quais eram suas referências no universo do mais representativo gênero musical brasileiro. Quatro anos depois, ao chegar ao segundo álbum, intitulado Convocação, o grupo, que mudou de nome e passou a se chamar 7 na Roda, tem uma proposta mais abrangente: comemorar 10 anos de carreira, prestigiar os compositores da cena brasiliense e, em alguns casos, apresentar ao público sambistas da nova geração na cidade.

Inicialmente, as músicas do Convocação vão ser disponibilizadas nas plataformas digitais no dia 28 próximo. Numa etapa posterior, o disco físico chega às lojas em fevereiro de 2018, com direito a show de lançamento em local ainda não definido e com a presença de Nelson Rufino, Serginho Meriti e Fabiana Cozza, que participam destse trabalho.
 

“Para nós, o segundo CD é um momento importantíssimo em nossa trajetória, pois serve para mostrar a evolução do grupo na primeira década de vida. O Mensageiros do samba era nossa estreia em disco e tivemos algumas dificuldades em todo o processo de realização. Começamos a gravar em 2012 e só concluímos perto do fim de 2013. Conseguimos passar nossa mensagem e obtivemos boa resposta’”, lembra Breno Alves, vocalista, pandeirista e espécie de porta-voz do conjunto. “O de agora é o reflexo de uma nova fase do nosso trabalho, já como 7 na Roda, que acreditamos ser um nome bem apropriado”, acrescenta.

Tido como um profundo conhecedor do universo do samba, Breno é, ao lado de Vinicius de Oliveira (voz e tantã), Guto Martins (ganzá e repique de mão) e os remanescentes da formação original do grupo. Pedro Mulusco (cavaco), Rodrigo Dantas (violão 7 cordas) e Jackson Delano se juntaram a eles depois.

“Ao contrário do anterior, esse novo CD foi registrado em bem menos tempo. Entre a pré-produção e as gravações, foi um período de cinco meses. A primeira etapa foi a seleção das músicas. Algumas delas foram escolhidas pelo público, em uma consulta por meio do nosso Facebook. São 13, escolhidas entre mais de 70 que passaram por nosso crivo”, conta o pandeirista. Cinco têm a assinatura de Vinicius de Oliveira, sendo quatro com parceiros.
 
Renata Ferraz/Divulgação
 

Das gravações tomaram parte também os músicos Thiago Viégas (bateria), Ellyas Souza (trompete), Victor Angeleas (bandolim), Juninho Ferreira (acordeon) e o coro formado por Clara Nogueira, Karala Sangalleti, Landro Santana, Thaís Siqueira, Litieh Pacelle, Amilcar Paré e Marquinhos Benon.

Um dos convidados especiais do Convocação, o cantor e compositor baiano Nelson Rufino, gravado por Roberto Ribeiro, Zeca Pagodinho e Alcione, entre outros bambas, falou da satisfação de participar do CD do 7 na Roda. “Foi um prazer muito grande tomar parte de um projeto dessa turma tão afinada. Não vejo a hora de escutar o disco e quero voltar para o show de lançamento.”

Referência 
Com três músicas no repertório, Diego Pedigree é só elogios ao grupo. “Eles fazem samba de raiz, são músicos de qualidade e, mesmo reverenciando os nomes consagrados do gênero, no segundo disco buscaram valorizar os compositores da cidade, aos quais buscam dar visibilidade. Aliás, já fazem isso na roda de samba que comandam, com enorme sucesso, no Outro Calaf, ao nos terem como convidados.”

Nenel Vida, outro compositor que marca presença no CD, exalta o profissionalismo dos integrantes do 7 na Roda. “Trata-se de um grupo que tem  paixão pelo samba.”

Um outro nome de destaque do samba de Brasília, Fabinho Samba emplacou música inédita no Convocação. “Fazer parte desse projeto do 7 na Roda é um privilégio para mim. É o grupo mais representativo do samba em Brasília”, enfatiza.
 
Trajetória bem-sucedida 
 
Em junho de 2007, surgia o Adora Roda, grupo que 10 anos depois tornou-se referência do samba em Brasília. As primeiras apresentações do conjunto foram no Arena Futebol Clube. Logo em seguida, foi convidado para comandar uma das mais concorridas rodas de samba da capital, sempre às terças-feiras.

Nos três primeiros anos de existência, além de ser atração dessa roda de samba no bar do Setor Bancário Sul, passou a fazer apresentações em locais como o Feitiço Mineiro, Bar Brahma, Clube do Choro e Aruc, além de festas e eventos particulares. A formação original tinha, entre os integrantes, o violonista Rafael dos Anjos, atualmente radicado no Rio de Janeiro, onde é requisitado para diversos projetos. O mais recente foi a direção musical do Munduê,  novo CD de Diogo Nogueira. Em 2010, o grupo participou do 17º Encontro Internacional do Estudante e da Juventude em Pretoria, na África do Sul. Dois anos depois, gravou,com o mestre Monarco, Felizardo, parceria do portelense com o filho, Mauro Diniz, e uma das faixas do Mensageiros do samba. No repertório do disco foram incluídos Batuque na cozinha (João da Baiana), Uma rosa na janela (Carlos Elias e Nelson Cavaquinho) e Todo tempo é pouco (Sérgio Magalhães), além de composições de integrantes do conjunto.

Outro fato importante na trajetória do então Adora Roda, em 2013, foi o show no réveillon na Esplanada dos Ministérios, quando dividiu o palco com Ellen Oléria, em que foram assistidos por 80 mil pessoas. O CD foi lançado em 2014, no Rio de Janeiro, Recife e Salvador. No Rio, tomou parte no Baile do Almeidinha, comandado por Hamilton de Holanda no Circo Voador, ao lado de Mariana Aydar e Duani.

Outro feito naquele ano foi a conquista do prêmio de melhor música, com Besouro Mangangá, de Vinicius de Oliveira, no Festival da Rádio Nacional FM. 










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