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Estado de Minas

Companhia de teatro altera o desfecho da Ópera 'Carmen' e causa polêmica

Nesta versão, Carmen mata o amante e agressor a tiros


postado em 10/01/2018 18:20 / atualizado em 10/01/2018 18:22

O desfecho da história de Geroges Bizet foi alterado e não agradou a muitos(foto: Reprodução/Youtube)
O desfecho da história de Geroges Bizet foi alterado e não agradou a muitos (foto: Reprodução/Youtube)

 

A clássica ópera do compositor francês Georges Bizet baseada em obra de mesmo nome de Prosper Mérimée teve seu desfecho alterado pelo teatro Maggio MUsicale de Florença, na Itália. A obra original que estreou em 1875 em Paris conta a história da operária Carmen, que é morta a punhaladas pelo amante Don José.

 

Para denunciar o feminicídio histórico na sociedade, o enredo foi radicalmente alterado para uma versão feminista e militante da peça. Em vez de morrer, Carmen mata Don José, o agressor da história, a tiros.

 

A alteração no desfecho da peça gerou revolta entre os italianos, que alegaram ser uma afronta alterar o significado de uma obra clássica. As manifestações contra a nova versão de Carmen de Bizet puderam ser acompanhadas nas redes sociais e durante a exibição da peça, em Florença.

 

Apesar de muitas pessoas se voltarem contra a adaptação da ópera, alguns nomes saíram em defesa do diretor, entre eles o prefeito de Florença, Dario Nardella. A autoridade alega que a mudança se trata de uma esolha política para levantar questões contemporâneas sobre a luta da mulher e o movimento feminista.

Ao jornal El País, o prefeito defendeu a proposta do diretor: “Aprecio sua escolha porque fez isso com um objetivo preciso: refletir sobre um tema gravíssimo e sério na Itália que é a violência contra as mulheres. Houve um grande debate e muitas críticas. Mas algumas não entendo. Não é uma questão ideológica sobre mudar uma ópera ou seu significado. O teatro deve ser denúncia, a cultura deve ser reinterpretada no tempo presente. E vale também para a grande cultura do passado. Isso não significa mudar o passado, não sou um idiota que quer reescrever a arte. A mensagem da escolha desse diretor é social e cultural: chamar a atenção para uma questão séria como são os feminicídios”, afirma Nardella ao jornal. 

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