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Estado de Minas

Festival Sundance começa nesta quinta em Utah, nos Estados Unidos

Na programação de 2018, o Festival de Sundance privilegiou nomes femininos como protagonistas de documentários, tais como M.I.A., Jane Fonda, Joan Jett, Vivienne Westwood e Gloria Allred


postado em 17/01/2018 07:30 / atualizado em 16/01/2018 19:00

Cena do filme Benzinho, de Gustavo Pizzi, um dos filmes brasileiros na mostra do Sundance(foto: Globo Filmes/Divulgação)
Cena do filme Benzinho, de Gustavo Pizzi, um dos filmes brasileiros na mostra do Sundance (foto: Globo Filmes/Divulgação)


Amanhã, começa o Festival de Sundance —o maior e mais importante festival de cinema independente do mundo. Durante 11 dias, a indústria do cinema independente estadunidense e mundial se reunirá em Park City, Utah, nos Estados Unidos, para uma maratona de filmes, encontros, seminários e muito debate sobre cinema. A importância do Festival é tamanha que o Correio Braziliense, em parceria com Razão de Aspecto, Cinem(ação) e Cine Drive Out formaram, pelo segundo ano consecutivo, o Conexão Sundance– grupo de canais e veículos de imprensa dedicados à cultura que fará cobertura completa do Festival, diretamente de Park City — os únicos no Brasil.

Sundance não é um festival de filmes incompreensíveis e herméticos, para público minúsculo. Nos Estados Unidos, filmes independentes são aqueles produzidos fora de Hollywood, portanto, não submetidos aos mesmos parâmetros dos estúdios, mesmo com   milhões de dólares. Um filme independente em Sundance, por vezes, custa mais do que algumas superproduções de outros países. Alguns dos grandes lançamentos do festival, em 2017, chegaram à temporada de premiações com grande número de indicações e com grandes possibilidades de indicação ao Oscar, como Corra!, Me chame pelo seu nome e Lágrimas no Mississipi.

Na programação de 2018, o Festival de Sundance privilegiou nomes femininos como protagonistas de documentários, tais como M.I.A., Jane Fonda, Joan Jett, Vivienne Westwood e Gloria Allred. Seguindo as tendências de 2017, quando o festival lançou o documentário Uma sequência inconveniente, os efeitos do aquecimento global têm seleção própria, e o primeiro filme dirigido por Idris Elba lança olhar sarcástico e tragicômico sobre o primeiro ano da presidência de Donald Trump. Nas sessões de meia-noite, os filmes de terror e de suspense invadirão as madrugadas de Park City como uma prévia do que este gênero promete em 2018.

Em 2018, seguindo o caminho de Não devore meu coração, Sundance contará com três filmes brasileiros em competição: Benzinho, de Gustavo Pizzi, coprodução entre Brasil e Uruguai dirigida por Gustavo Pizzi, narra a história de uma mãe que deve lidar com a partida de seu filho mais velho. Estrelado por Karine Teles, Adriana Esteves e Konstantinos Sarris, que será um dos filmes de abertura do Festival, Ferrugem, de Aly Muritiba, drama sobre as consequências do mau uso das redes sociais nas relações da geração do milênio, e o documentário The Cleaners, coprodução alemã-brasileira, dirigida por Moritz Riesewieck e Hans Block, sobre quem controla — ou limpa — o que é postado na internet. O Correio Braziliense e o Conexão Sundance estarão presentes nas sessões para a cobertura completa.

Com o equilíbrio entre política e arte, o Festival de Sundance começa nesta quinta-feira com a promessa de grandes filmes e grandes polêmicas. O tema do assédio sexual e da igualdade de gênero deverá pautar as manifestações no Festival. Aguarde as críticas para esses e muitos outros filmes, além de uma variedade de conteúdo exclusivo, em todos os portais, canais e veículos do Conexão Sundance, a partir do dia 18 de janeiro.

Maurício Costa é crítico de cinema e escreve para o site Razão de Aspecto (www.razaodeaspecto.com)

“Com o equilíbrio entre política e arte, o Festival de Sundance começa nesta quinta-feira com a promessa de grandes filmes e grandes polêmicas. O tema do assédio sexual e da igualdade de gênero deverá pautar as manifestações no Festival"



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