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Estado de Minas

Brasília Popular Orquestra comemora a diversidade

Orquestra celebra os 40 anos do Clube do Choro com apresentação que tem do jazz à MPB


postado em 25/01/2018 07:30

 
A Brasília Popular Orquestra se apresenta no Espaço Cultural do Choro(foto: Arquivo da Orquestra)
A Brasília Popular Orquestra se apresenta no Espaço Cultural do Choro (foto: Arquivo da Orquestra)
 
O grande momento das comemorações dos 35 anos da Brasília Popular Orquestra (Brapo), em 2017, foi o concerto apresentado no auditório da Escola de Música (EMB), utilizado para a gravação de um DVD. Na noite de 11 de outubro, durante duas horas, 20 músicos, sob a regência do maestro Manoel Carvalho, passaram em revista a longa trajetória do grupo — referência da cena cultural da cidade.

Hoje e amanhã, às 21h, ao ocupar o palco do Espaço Cultural do Choro, a Brapo inicia suas atividades neste ano, como convidada do projeto Clube do Choro — 40 Anos. “Vamos aproveitar para mostrar parte do repertório que foi registrado quando gravamos DVD. É um trabalho bonito que preparamos para celebrar uma data importante para nós” destaca Manoel Carvalho.

No repertório foram reunidos standards do jazz com a assinatura de mestres como Duke Ellington, Sammy Nestico, Milt Jackson e Tito Puentes, a soul music de Stevie Wonder e ritmos que fazem parte da obra dos maestros brasileiros Tom Jobim, Severino Araújo e Cipó, –— uma mescla de música de qualidade num passeio por diferentes tendências.

Saxofonista originário do interior de Pernambuco, Manoel Carvalho foi o idealizador da Brapo, que surgiu em 1982, no âmbito da Escola de Música, instituição na qual ele era professor. Teve a seu lado outros docentes, igualmente apreciadores de orquestras de jazz. “Resolvemos experimentar alguns arranjos para esta formação, com o objetivo de tomar conhecimento de novas possibilidades no universo da música”, lembra o maestro.

Estreia

Foi no auditório na EMB onde o conjunto — depois de muitos ensaios — fez sua estreia. Depois houve apresentações na Sala Martins Pena e em outros lugares como clubes sociais, shoppings e casas noturnas. “Há algum tempo, pelo menos uma vez a cada ano, somos convidados para mostrar o que estamos produzindo nas instalações do Clube do Choro, um lugar onde se respira música de excelência”, ressalta Manoel Carvalho.

Essa big band candanga atualmente conta com cinco saxofonistas, quatro trompetistas, quatro trombonistas, e mais pianista, contrabaixista, baterista e percussionista. Mas a Brapo atua também como noneto, sexteto e atá quarteto. O objetivo das formações com um número menor de instrumentistas é atender a públicos diversos, dando oportunidade às pessoas de apreciarem música de qualidade.

Logo depois de formada, a Brasília Popular Orquestra era uma das atrações de um projeto, com características de gafieira, que ocorria no extinto Gran Circo Lar, próximo à Estação Rodoviária; e houve tempo em  que cumpria temporadas em casas noturnas. “Poderíamos ter uma agenda cheia de compromissos, se no circuito noturno houvesse mais espaços para a música ao vivo. Infelizmente, em função da aplicação da Lei do Silêncio, muitos bares e restaurantes deixaram de oferecer esse entretenimento para os seus frequentadores”, lamenta o maestro.



Brasília Popular Orquestra
Show da big band, sob a regência do maestro Manoel Carvalho, hoje e amanhã, às 21h, pelo projeto Clube do Choro 40 Anos. No Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3224-0599.
 
 

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