economia

Argentina cria fundo de US$ 6,5 bilhões para garantir pagamento da dívida

France Presse

Publicação: 14/12/2009 17:29 Atualização: 14/12/2009 17:35

A Argentina criará um fundo de 6,5 bilhões de dólares com reservas do Banco Central (autoridade monetária) para garantir o pagamento da dívida pública em 2010, anunciou o Governo nesta segunda-feira.

Em mensagem à nação, em rede nacional de rádio e televisão, a presidente Cristina Kirchner disse que constituir um fundo com reserva monetária excedente permite "dar aos mercados internacionais segurança sobre a cobrança da dívida".

O chamado Fundo Bicentenário para o Desobrigação da Dívida e a Estabilização servirá para dar "o máximo de certeza" aos credores, disse o ministro da Economia, Amado Boudou, na Casa Rosada (Governo).

Segundo ele, o Banco Central acumula reservas de 47 bilhões de dólares.

A Argentina enfrentará pagamenntos de 13 bilhões de dólares em 2010, depois de ter cumprido compromissos de 20 bilhões de dólares este ano.

Em seu discurso, Kirchner advertiu que a constituição do fundo constitui "um forte sinal ao mercado de que não vamos aceitar qualquer taxa de juros" para obter empréstimos internacionais.

Destacou que o novo fundo "vai no mesmo sentido das medidas que vimos tomando para a volta da Argentina aos mercados internacionais mas de forma inteligente, buscando reduzir ao máximo o futuro endividamento potencial de nosso país".

Cristina Kirchner recordou, além disso, que semana passada oficializou por decreto a reabertura da troca da dívida em moratória por 20 bilhões de dólares, tendente a normalizar a situação financeira do país.

Em 2005, o governo de seu esposo e líder peronista, Néstor Kirchner, abriu a troca da dívida para pôr fim à maior moratória unilateral da história no valor de 90 bilhões de dólares, declarada pela Argentina em 2001, em meio à pior crise econômica já vivida pelo país em um século.

A troca da dívida, que impunha um resgate de capital e juros de até 75% do valor nominal, teve uma adesão de 76,15%; mas os possuidores de bônus que rejeitaram a oferta poderão somar-se ao processo atual.

A chefe de Estado assegurou que "tampouco teremos tensão no mercado de dólares nem o de otras divisas em nosso país" pelo uso de reservas do Banco Central para o novo fondo.

Minutos antes do fechamento da jornada cambial desta segunda-feira, a moeda argentina se mantinha estável, a 3,82 pesos por dólar.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.