Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (18/3) pela Serasa Experian mostrou que o volume de cheques devolvidos por falta de fundos em fevereiro foi de 1,607 milhão, o menor em números absolutos desde março de 1997, quando retornaram 1,419 milhão de cheques. Comparando o número de cheques devolvidos ao total de compensados, porém, a taxa manteve-se estável em relação a janeiro, em 1,85%, o patamar mais baixo desde setembro de 2008, quando começou a crise financeira internacional.
Para o assessor econômico da Serasa Experian Carlos Henrique de Almeida, o dado é positivo. De acordo com ele, quanto menor o risco, "mais barato fica o crédito, 37% do spread bancário são referentes à inadimplência", afirmou.
O estudo demonstrou que de janeiro para fevereiro o número de cheques devolvidos caiu 3,9% (de 1.673.373 para 1.607.491). A razão para a queda no volume de devoluções, segundo o economista, é relacionada ao fato de que o comércio teve que voltar a usar com mais força o cheque pré-datado no período de crise, quando houve escassez de crédito. "Agora, com o crescimento econômico e a volta de outras formas de crédito, o percentual diminiu", disse Almeida.
Conforme o indicador da Serasa Experian, o estado que teve o maior percentual de cheques devolvidos, com 13,59%, foi o Amapá. O menor percentual foi registrado em São Paulo, 1,41%.
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Autor: João Gonçalves
Mas que hipocrisia, hoje em dia existem várias formas de pagto que não havia em 1997. Um número bem menor de pessoas hoje utilizam cheques como forma de pagto. O próprio comércio, em sua maioria, rejeita o pagto em cheques. Então, na realidade, a inadiplencia fez foi aumentar e não diminuir... | Denuncie |