São Paulo - O setor editorial brasileiro vende cerca de 330 milhões de exemplares por ano, com faturamento de R$ 3,3 bilhões, mas não tem crescido desde 2004, segundo dados de 2008 apresentados pela professora do departamento de economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) Leda Paulani que participou de evento promovido pela Associação Brasileira de Indústria Gráfica nesta quinta-feira (18/3), em São Paulo.
Segundo ela, o setor editorial também foi atingido pela crise. Apenas as vendas para o governo, um quarto de tudo o que é vendido, não foram afetadas por serem compras planejadas. “O restante do mercado foi afetado e eu acredito que este ano teremos crescimento zero no setor. Mas isso vem acontecendo desde 2004”, disse a pesquisadora da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Ela informou que o levantamento sobre o desempenho do mercado editorial no ano de 2009 ainda não foi concluído.
De acordo com a pesquisadora, a estagnação do mercado ocorre porque a economia brasileira estava crescendo pouco e porque a população não tem o hábito de adquirir livros. “As pessoas quando tem uma renda a mais não vão comprar livro, compram outros tipos de bens”.
Leda afirmou ainda que o setor editorial no Brasil é muito pequeno quando comparado à economia o que, segundo ela, indica que há espaço para crescimento, fato que depende de mudanças culturais.
A pesquisadora explicou que a tendência é que parte do mercado seja substituído por livros eletrônicos, mas de forma gradativa. Isso, entretanto, não provocará uma transformação grande no setor. “É um processo que já está em curso. Já é possível baixar livros pela internet há algum tempo.”
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda