Diante da ameaça de escassez de recursos para o financiamento da casa própria a partir de 2013, o governo decidiu pôr em prática uma série de medidas para abastecer o caixa dos bancos e das construtoras. De um lado, o Banco Central deverá reduzir os depósitos compulsórios incidentes sobre a caderneta de poupança. De outro, o Ministério da Fazenda dará isenção do Imposto de Renda nas aplicações realizadas por pessoas jurídicas em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).
A expectativa do mercado é de que somente com a redução da alíquota dos compulsórios sobre a caderneta, de 20% para 10%, pelo menos R$ 35 bilhões sejam liberados para financiamentos imobiliários. Até maio, os recolhimentos aos cofres do BC somavam R$ 63,2 bilhões. Os técnicos do governo lembraram que ainda há a possibilidade de ser zerada a alíquota adicional de 10% de compulsórios sobre a poupança. “Tudo o que puder ser feito para manter o mercado imobiliário funcionando de forma saudável, sem entraves, será feito”, assegurou um funcionário do BC.
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| Setor estava ameaçado pela escassez de recursos para a casa própria a partir de 2013, mas poupança e grandes aplicadores podem suprir a carência |
Quanto aos CRIs, o objetivo do governo com a isenção do IR, que varia de 15% a 22,5%, dependendo do prazo dos papéis, é atrair investidores de grande porte, como os fundos de pensão, que olham a longo prazo. A isenção já vale para as pessoas físicas, mas somente aplicadores com mais de R$ 300 mil conseguem ter acesso aos títulos. Os certificados são emitidos com base em financiamentos realizados por bancos e construtoras. Ou seja, aqueles que compram os papéis recebem de acordo com os pagamentos realizados pelos mutuários. Os juros vão de 7,5% a 11% ao ano além da variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M).
SegurançaNa avaliação de Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Securities, as medidas preparadas pelo governo são fundamentais para incrementar um dos setores mais dinâmicos e importantes da economia do país, a construção civil. Ele afirmou que, mesmo liberada desde 1998, a securitização de créditos imobiliários, representada pelos CRIs, não decolou. Primeiro, por causa do desconhecimento desses papéis. Segundo, por desinteresse dos bancos em ter um concorrente para a caderneta de poupança. Pelas suas contas, os certificados em circulação no mercado somam pouco mais de R$ 17 bilhões, mas podem avançar para R$ 300 bilhões em um curto espaço de tempo com a isenção de impostos dados às pessoas jurídicas.
É o que também acredita José Luiz Rodrigues, presidente da consultoria JL Rodrigues. “Os CRIs são títulos muito seguros. Mas, para deslancharem,
precisam de um mercado secundário forte. Quer dizer: de investidores importantes para negociar os papéis entre si, o que chamamos de liquidez”, explicou. No seu entender, os certificados são feitos na medida para fundações de previdência complementar e para seguradoras, que precisam de rendimentos para garantir pesados compromissos futuros. “Até a crise das hipotecas dos Estados Unidos nos ajudou, pois mostrou que o nosso mercado é muito mais sólido e nos preparou para oferecer produtos de qualidade”, complementou Fábio Nogueira.
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Autor: Jose Maria Camargo
É muito simples! Quando você toma empréstimo em qualquer instituição financeira, os JUROS SÃO EXTORSIVOS. Quando você aplica na caderneta de poupança ou outra aplicação, os bancos lhe pagam um MISÉRIA. Basta remunerar melhor as aplicações que haverá POUPANÇA INTERNA! BANCOS: VERDADEIROS AGIOTAS! | Denuncie |