Nova York - Os preços do petróleo fecharam em baixa em Londres e Nova York, onde se aproximou dos US$ 76, apesar de uma queda inesperada dos estoques nos Estados Unidos.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em outubro fechou em US$ 74,25, em baixa de 42 centavos em relação a ontem.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 70 centavos, para US$ 77,47.
"É um caso clássico de um mercado que não consegue sustentar seu avanço", explicou Tom Bentz, do BNP Paribas.
A princípio, o mercado foi impulsionado pela publicação - depois do fechamento de quarta-feira - das cifras dos industriais americanos do petróleo (API), reportando uma queda dos estoques de petróleo de 7,3 milhões de barris na semana passada.
A forte queda das solicitações de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada confirmou a alta do mercado, com 451 mil inscrições, contra 470 mil previstos.
Mas a alta do mercado se esgotou à medida que a sessão avançou.
"Os dados do Departamento de Energia revelaram-se claramente menos positivos para os preços que os da API", observou Tom Bentz.
Segundo essas cifras, os estoques de petróleo reduziram em 1,9 milhão de barris na semana passada, quando estas reservas ficaram em seu nível mais alto em ao menos 20 anos, mantendo os preços sob pressão nos Estados Unidos.
A cifra foi mais positiva que o um milhão de barris adicionais esperado pelos analistas consultados pela agência Dow Jones, mas abaixo do relatório da API.
A queda das reservas de gasolina (menos 200 mil barris) na última semana de férias de verão esteve longe da queda de 800 mil barris prevista, e a surpreendente baixa dos estoques de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) não foi suficiente para justificar uma alta nos preços.
"Se forem incluídos todos os outros produtos, as reservas totais de petróleo e de produtos petroleiros subiram em 200 mil barris, para um novo teto", disse Nic Brown, da Natixis.
Envie sua história
e faça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog.
Manifeste seu mundo.
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda