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Profissionais negros relatam como conseguiram se destacar no mercado

Vera Batista

Publicação: 01/01/2013 08:00 Atualização: 31/12/2012 13:27

Lívia e a filha Aivil em uma de suas quatro lojas de Brasília. A intenção é expandir o negócio para outros estados (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
Lívia e a filha Aivil em uma de suas quatro lojas de Brasília. A intenção é expandir o negócio para outros estados

Poupar, criar modelos originais, ter um negócio próprio e provar que nasceu para fazer a diferença. Essa foi meta perseguida pela empresária Lívia de Oliveira Pinheiro, 44 anos, dona de uma confecção e de quatro lojas em Brasília. Quem anda pelo Plano Piloto ou pelo Sudoeste vai com certeza encontrar um colorido letreiro “Aivil” — anagrama de seu prenome que também usou para batizar a filha mais nova, de 7 anos. Decidida, com clara vocação para a liderança, ela fala com simplicidade sobre o faturamento diário de cerca de R$ 12 mil. A empresa emprega 20 funcionários que Lívia faz questão de treinar pessoalmente.

“Ganhei muito dinheiro. Saí de casa, invadi uma barraca na Feira do Paraguai, exibi minhas peças e ganhei credibilidade. Vendi roupa na porta das faculdades, até conseguir fabricar meus modelos e vendê-los por R$ 50 (agora, estão por R$ 60). Tive problemas, perdi quase tudo (antes, eram 10 lojas e 60 funcionários). Só tive apoio da família quando estava no topo. Mostrei meu talento e ajudei todo mundo”, conta. O choque não a abalou. Depois da crise, ela deu a volta por cima. “Estou renascendo. Chegando ao topo com dificuldade, mas sem passar a perna em ninguém. Sou independente. Ninguém nunca me deu nada. Só conto com minha força de vontade.” No começo da vida de empresária, enquanto os concorrentes dormiam, ela trabalhava.

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