Washington - O número dois do Partido Republicano na Câmara, Eric Cantor, e outros republicanos manifestaram nesta terça-feira sua oposição ao acordo adotado na véspera pelo Senado, que permitiria que os Estados Unidos evitassem o chamado "abismo fiscal".
O Senado aprovou com ampla maioria um texto que evitaria um ajuste fiscal nos Estados Unidos, mas este deve ser aprovado ainda pela Câmara de Representantes - onde os republicanos são majoritários -, antes de ser ratificado pelo presidente Barack Obama e entrar em vigor.
"Não respaldo este texto", afirmou Cantor durante uma reunião com outros partidários, conforme reportou o representante Tim Huelskamp, presente no encontro.
"Tomo o texto como uma transgressão de nossos princípios conservadores", disse Cantor durante esta reunião, após a qual vários legisladores se manifestaram contra o texto aprovado pelo Senado.
Os representantes republicanos previam se reunir novamente na terça-feira pela tarde para tomar uma decisão, quando o tempo corre para aprovar esta lei.
A iniciativa é o resultado de uma combinação de um aumento de impostos às rendas mais altas e cortes orçamentários automáticos que entram em vigor ao vencer um pacote de isenções fiscais aprovadas durante a presidência de George W. Bush (2001-2009) e de um acordo alcançado em 2011 pelos legisladores.
Analistas financeiros temem que a combinação dessas medidas voltem a levar à recessão a frágil economia norte-americana.
O "abismo fiscal" ficou técnicamente operacional desde as 05H00 GMT (03H00 de Brasília) desta terça-feira, mas seus efeitos ainda são limitados, uma vez que 1; de janeiro é feriado nos Estados Unidos.