Nova York - As cotações do petróleo em Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (2/1), impulsionadas pelo acordo político para evitar uma crise fiscal nos Estados Unidos, que teria afetado a demanda energética.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em fevereiro subiu US$ 1,30 a US$ 93,12 no New York Mercantile Exchange (Nymex), seu nível mais alto desde 18 de setembro.
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte, com a mesma data de entrega, fechou a US$ 112,47 no Intercontinental Exchange (ICE), com alta de US$ 1,30.
O acordo enviado na noite de segunda-feira pelo Senado e depois ratificado pela Câmara de Representantes na terça, "encantou os mercados", afirmou Matt Smith, da Schneider Electric.
Isto permite evitar o "abismo fiscal", uma mistura de alta de impostos para quase todos os contribuintes somada a fortes cortes dos gastos públicos.
O texto, que eleva os impostos nos lares com rendas superiores a US$ 450 mil ao ano, deixa sem resposta várias perguntas sobre o corte do gasto público que deverão ser ajustadas nos próximos dois meses.
"O debate está longe de estar encerrado", afirmou Phil Flynn, da Price Futures Group. "Mas qualquer acordo é melhor do que a falta de um pacto", acrescentou.
Os preços do petróleo também foram impulsionados por uma recuperação da atividade da indústria manufatureira nos Estados Unidos no mês de dezembro, considerado um indício sobre o andamento da atividade econômica no país.
Este indicador avançou 1,2 ponto entre novembro, situando-se em 50,7% acima do nível de 50,0%, que marca o limite entre expansão e contração. Os analistas esperavam uma cota de 50,5%.
Leia mais notícias em EconomiaAlém disso, a cotação do petróleo foi sustentada pela "persistência das tensões no Oriente Médio", afirmou Robert Yawger, da Mizuho Securities USA.
"A situação continua degradando-se na Síria", o que faz temer nos investidores um aumento dos problemas nos países do entorno, explicou.
Além disso, afirmou que o Irã continua realizando manobras no estreito de Ormuz, por onde transita um terço do tráfico mundial de petróleo.
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