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Obra na Ferrovia Norte-Sul completa 25 anos marcada por falhas e corrupção

Silvio Ribas - Enviado Especial - dired

Publicação: 07/01/2013 08:22 Atualização: 07/01/2013 09:53

Os modernos dormentes de concreto instalados a partir de 2007, em Goiás, estão se deteriorando e já precisam de revisão antes mesmo de a estrada de ferro entrar em funcionamento, previsto para 2014 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 18/12/12)
Os modernos dormentes de concreto instalados a partir de 2007, em Goiás, estão se deteriorando e já precisam de revisão antes mesmo de a estrada de ferro entrar em funcionamento, previsto para 2014

Uruaçu (GO) — A obra da Ferrovia Norte-Sul (FNS) — a maior da história do setor no Brasil e essencial para integrar trilhos de todas as regiões e encurtar o caminho da exportação para diversos setores da economia — completou 25 anos em 2012. Marcados pelas falhas na elaboração e na execução do seu projeto e pelos desvios de recursos públicos, seus trilhos poderiam estar ajudando a reduzir o chamado Custo Brasil, gerando empregos e abrindo frentes de negócios. Mesmo depois de tanto tempo, o longo traçado original da Norte-Sul — 1,5 mil quilômetros de Açailândia (MA) a Estrela D’Oeste (SP) — teima em não sair do papel, e o adiamento de sua operação preocupa empresários e especialistas. Edson Tavares, superintendente do porto seco de Anápolis (GO), afirma que diversas indústrias estão prontas para operar com contêineres vindos do litoral. “A chegada dos trens representaria ainda a largada para vários

Desde a sua retomada, em 2007, no segundo mandato do presidente Lula, após quase duas décadas de total abandono, a União gastou R$ 6 bilhões que foram insuficientes para torná-la realidade. Embora tecnicamente próxima da conclusão, a ferrovia que incorporou mais dois trechos, se estendendo até Barcarena (PI) e Panorama (SP), precisa de revisão em diferentes partes, sobretudo no trecho goiano.

Com demoradas paradas sofridas em virtude de escândalos de corrupção desde a primeira licitação, em 1987, no governo Sarney, ou de trâmites burocráticos, a obra sofreu um último baque em julho de 2011. Foi quando o engenheiro e político goiano José Francisco das Neves, o Juquinha, ex-presidente da Valec Engenharia, estatal responsável pela construção da ferrovia, chegou a ser preso pela Polícia Federal, na Operação Trem Pagador. Ele chefiou a empresa desde o começo da gestão petista, em 2003, tendo tido salto espetacular no patrimônio.investimentos”, completa.

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Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Antonio Silva
Brasil: Ninguém quer fazer nada, e as Empresas só contratam com o Governo no intuito de roubar... | Denuncie |

Autor: Luiz Guerra
Entre 1854 e 1879 (25 anos portanto) Dom Pedro II realizou milhares de km de ferrovias pelo Brasil afora. Quando um governante quer fazer ele faz. O resto é falta de vergonha na cara. E de competência para gerir o Estado. Salve Pedro II ! | Denuncie |

Autor: Eliade Arn
Absurdo completo! | Denuncie |

Autor: Alex Sandro Alencar da Silva
Sem nenhum respeito, porque não merecem, se há envolvimento de certos políticos do Estado do Maranhão, não há como não ter CORRUPÇÃO. | Denuncie |

Autor: claudinei martins
Esse é o retrato real do Brasil.Só temos políticos corruptos,que não cumprem em nada suas atribuições..chega de CORUPÇÂO BRASIL. | Denuncie |

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