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Bank of America chega a acordo de US$ 11,6 bilhões por fraude hipotecária

France Presse

Publicação: 07/01/2013 14:09 Atualização: 07/01/2013 14:24

Nova York - O Bank of America anunciou nesta segunda-feira (7/1) que aceitou pagar 11,6 bilhões de dólares para solucionar um contencioso por empréstimos hipotecários de risco vendidos antes da crise do grupo semi-estatal Fannie Mae, que afirmou ter sido enganado na operação.

Pelo acordo, 3,55 bilhões de dólares serão entregues ao Fannie Mae e outros 6,75 bilhões serão destinados à compra de 30.000 créditos suscetíveis de provocar futuras perdas a este grupo. Outro 1,3 bilhão de dólares serão destinados ao acompanhamento desses créditos.

Os créditos foram emitidos entre 1º de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2008.

"Uma resolução favorável deste contencioso de longa data entre Fannie Mae e Bank of America beneficia os contribuintes", comentou Bradley Lerman, diretor jurídico do Fannie Mae.

"Fannie Mae buscou ativamente a recompra destes créditos que não respondiam a suas normas no momento em que foram emitidos, e estamos satisfeitos de ter chegado a um acordo adequado", acrescentou.

O organismo de financiamento hipotecário considerou que o Bank of America o tinha enganado quanto à qualidade desses créditos, que acabaram causando perdas colossais.

De acordo com a ação apresentada pelo Estado, os empréstimos fraudulentos e a pessoas inadimplentes vendidos ao Fannie Mae e Freddie Mac, que depois não puderam ser cobrados, geraram perdas de 1 bilhão de dólares.

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Este acordo reduzirá os lucros anteriores aos impostos do Bank of America em cerca de 2,7 bilhões de dólares no quarto trimestre, alertou o banco.

"Graças a estas medidas, Bank of America enfrentou o fundamental de sua exposição a obrigações de recompra para empréstimos residenciais hipotecários vendidos diretamente ao Fannie Mae", destacou o banco em seu comunicado.

Com isso, a exposição do banco passou a 4 bilhões de dólares em 31 de dezembro, frente a 6 bilhões em 30 de setembro.
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