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Percentual de desconto das contas de luz não será reduzido

Sílvio Ribas

Publicação: 09/01/2013 17:32 Atualização: 09/01/2013 18:49

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, voltou a negar na tarde desta quarta-feira (9) qualquer risco de racionamento de eletricidade e a garantir o desconto médio de 20,2% na conta de luz em todo o país a partir de fevereiro. Mas ele admitiu que, caso ocorra o pior cenário de chuvas até abril, o custo elevado da permanência da atividade de todas as termelétricas de retaguarda nos próximos meses implique no aumento de 2% a 3% nas tarifas. "Por enquanto não sabemos dizer sequer se haverá esse impacto e esperamos que ele seja nulo", afirmou Lobão em entrevista após a realizada após o término da reunião Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Ele informou que o Brasil tem energia suficiente para cobrir as necessidades do país. “Não há, não houve, e espero que não haja, no futuro, o desabastecimento”, disse. Edson Lobão espera que os níveis de água dos reservatórios das hidrelétricas voltem ao normal a curto prazo, porque voltou a chover em várias partes do país.

O governo convocou a reunião da cúpula do setor para avaliar o "momento do setor elétrico". A reunião foi presidida pelo ministro de Minas e Energia, que depois deve se encontrar com a presidente Dilma para contar o que foi discutido. Ele negou reiterou que a reunião é rotineira e que nenhuma medida extra foi adotada para assegurar a segurança do sistema interligado.

Participaram da reunião os secretários do MME, e integrantes do setor elétrico como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCE), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Carlos Faria, presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), reconhece que a geração acompanhou nos últimos dez anos o aumento da demanda média de 60%, saindo de 45 mil megawatts (MW) em 2001 para os atuais 71 mil MW. Mas isso não impede, na sua opinião, que o país viva perigosamente. "A sorte é que a economia não cresceu o esperado em 2012 e as térmicas nos permitem andar no fio da navalha", comenta ele, ressaltando que o futuro ainda depende da ajuda de São Pedro.

Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, afirma que a necessidade de manter as termelétricas ativas até abril, ao longo de todo o período chuvoso, revela uma dependência anormal da metereologia. "O fato é que os reservatórios continuam baixando desde dezembro e o nível médio dos localizados no Sudeste, responsável por 70% da geração hidrelétrica, está em 29%. Trata-se de uma situação indesejável, considerando que a munição do governo para contornar a restrição das hidrelétricas já está sendo toda usada", observa.





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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Luiz Carlos Grangeiro
Diversificar é uma palavra desconhecida aqui no Brasil. Deveríamos ter usinas termonucleares em cada estado, onde for viável eólica. Redução do custo de painéis solares. E ect, ect. | Denuncie |

Autor: João Batista Martins
Mãe Diná avisa. | Denuncie |

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