Os consumidores podem se preparar: o aumento nos preços dos combustíveis é certo. A missão do governo agora é definir a partir de quando. A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff estuda com cuidado a data porque precisa traçar outras estratégias paralelas para minimizar o impacto das correções na inflação. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, afirmou ontem que a defasagem no valor da gasolina é em torno de 7% — no do diesel, seria de cerca de 5%. Apesar disso, ele desconversou sobre o reajuste.
O vice-presidente da República, Michel Temer, por sua vez, admitiu que o assunto está em pauta nos bastidores do governo. “Estamos examinando, estudando”, disse ontem. Minutos antes da declaração, ele estava reunido com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, para tratar sobre o abastecimento de gás no país. Mas Temer manteve o mistério sobre os detalhes das negociações.
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