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Dilma assume comando da economia e amplia contato com empresários Financial Times diz que, ao maquiar as contas públicas, Brasil confirmou a fama de "país do jeitinho"

Rosana Hessel

Publicação: 17/01/2013 06:03 Atualização: 17/01/2013 08:22

Brasileiros estão assustados com o aumento dos preços nos supermercados. Mas alívio no orçamento ainda vai demorar, alertam os especialistas (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
Brasileiros estão assustados com o aumento dos preços nos supermercados. Mas alívio no orçamento ainda vai demorar, alertam os especialistas

A presidente Dilma Rousseff assumiu, definitivamente, o bastão de ministra da Economia. Desde o início do ano, tomou para si a missão de convencer, pessoalmente, alguns dos empresários mais importantes do país a retomarem os investimentos produtivos e, com isso, ajudarem na recuperação do crescimento do país. Ela está certa de que, hoje, ninguém da sua equipe econômica será capaz de reverter o pessimismo e a onda de desconfiança que se abateu sobre o capital. Sem o otimismo de volta, está condenada a ver os dois últimos anos de seu governo repetindo os baixos índices de crescimento de 2011 e 2012, complicando seus planos de reeleição.

Dilma foi persuadida por seu mentor, o ex-presidente Lula, de que o melhor caminho para despertar o espírito animal dos empresários seria recebê-los individualmente, ouvindo as queixas e sugestões e dizendo o que o governo está fazendo e o que pode fazer para sustentar o avanço do Produto Interno Bruto (PIB), como os projetos de concessão de portos, rodovias, ferrovias e aeroportos. O Palácio do Planalto acredita que a estratégia dará certo e funcionará como contraponto à campanha contra o ministro Mantega “encabeçada pelos que estão perdendo dinheiro com as mudanças impostas na economia pelo governo em favor da maioria da população”.

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Autor: Heraclio Arcoverde
Para os empresários mais importantes do país a retomarem os investimentos produtivos é necessário investimento em infra estrutura, menos impostos, menos burocracia, corrupção e menos interferência do governo na economia. Empresário não é burro, não! | Denuncie |

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