Washington - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos, controlada pela oposição republicana, autorizou nesta quarta-feira (23/1) o Governo Federal a exceder o teto da dívida pública até maio.
O texto foi aprovado por 285 votos contra 144, com cerca de trinta republicanos votando contra e 86 democratas a favor.
O projeto de lei segue agora para o Senado, onde deve ser aprovado pelo presidente Barack Obama.
Os republicanos haviam proposto esta espécie de suspensão até 18 de maio, que permitirá ao Estado federal funcionar sem atrasos de pagamentos.
O teto da dívida foi atingido no final do ano passado e o Tesouro havia advertido que poderia se manter abaixo desse limite até o final de fevereiro, início de março.
Com este sistema, no dia 19 de maio, o limite legal será aumentado automaticamente pelo valor da dívida excedente contraída até este momento.
O plano é visto como uma concessão dos republicanos, que não querem ser considerados os responsáveis por uma eventual moratória dos EUA.
Em 2011, a queda de braço entre democratas e republicanos quando o limite de endividamento foi atingido colocou o país à beira do default, e fez a agência de classificação de risco Standard & Poor's baixar a nota da dívida americana, que detinha o nível máximo até aquele momento.
Agora, a bola está com o Senado, controlado pelos democratas.
A Casa Branca indicou na terça que, se o texto for aprovado, o presidente Barack Obama o promulgará.
Os republicanos querem, em troca, um acordo que limite os gastos públicos, em particular nas áreas de saúde e previdência.
Para forçar o Senado a acelerar o processo, os republicanos incluíram uma cláusula no texto aprovado nesta quarta: os senadores não receberão seus salários a partir de 15 de abril, enquanto um orçamento não tiver sido votado.
Leia mais notícias em EconomiaA última Lei de Orçamento votada pela câmara alta data de 2009. Desde então, incapazes de chegar a um acordo bipartidário, os senadores votaram apenas aumentos dos prazos.
"Há quase quatro anos o Senado não faz um orçamento", disse na terça-feira à noite o presidente da Câmara, John Boehner. "Se não fazem o seu trabalho, não deveriam receber salário", considerou.
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