Em sua apresentação como candidato do Brasil ao cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo criticou a paralisia nas negociações multilaterais. Segundo ele, essa paralisia preocupa, pois impede o aprimoramento e os avanços em vários setores. Se eleito, o embaixador pretende incentivar a busca por consensos e a conciliação.
Para ele, o desenvolvimento de novas regras e acordos em negociações multilaterais está paralisado desde que a OMC foi criada em 1995. “Estamos nos aproximando de duas décadas de estagnação completa na parte da frente de negociação. O sistema deve ser atualizado ou logo se tornará incapaz de lidar com as demandas do mundo de hoje”, disse.
Um dos principais desafios do novo diretor-geral da OMC será a conclusão da Rodada Doha que, desde 2000, reúne representantes de vários países em torno de soluções para o livre comércio, especialmente na área agrícola. Roberto Azevêdo explica que as negociações foram travadas pela falta de acordo entre os países desenvolvidos e as economias em desenvolvimento.
O candidato brasileiro disse que o comércio é fundamental para o crescimento e desenvolvimento de qualquer economia, mas precisa de regras amplas que garantam uma melhora efetiva das condições de vida das famílias “no mundo real”.
Leia mais notícias em Economia“As orientações da OMC são a melhor defesa que temos contra o protecionismo e contra as ações que agravam a situação das economias mais pobres e vulneráveis. O que fazemos na OMC tem um impacto direto sobre a qualidade de milhões de vidas em todo o mundo”, declarou.
Aos 55 anos, o diplomata brasileiro enfrenta oito candidatos na disputa pelo cargo de diretor-geral e busca apoio dos latino-americanos e africanos. A eleição ocorrerá em 31 de maio.
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