As medidas adotadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) para regulação dos saques feitos com cartões corporativos têm mostrado resultado nos últimos anos. Entre 2010 e 2012, a redução no uso da modalidade caiu R$ 10,8 milhões. Há três anos, foram realizados saques na boca do caixa de R$ 17,7 milhões, e em 2012, o ano fechou com saques de R$ 6,9 milhões.
Em 2008, após várias denúncias de gastos irregulares com os cartões corporativos, o Congresso instituiu uma comissão parlamentar mista de inquérito para apurar o uso da modalidade. Na época, foram identificados gastos indevidos por meio das chamadas contas tipo B, mantidas no banco em nome do servidor, que sacava o recurso e só prestava contas 90 dias depois, sem nenhuma transparência para o público.
Entre as medidas adotadas, está a publicação dos gastos com cartões corporativos na internet. De acordo com o ministro da CGU, Jorge Hage, a transparência garantiu maior rigor no uso do suprimento como forma excepcional de execução de despesa, “o que se refletiu na redução dessa forma de gasto”.
Com a diminuição dos saques na boca do caixa, os servidores têm passado a usar cada vez mais o cartão para compras diretas, mediante fatura. Esse tipo de gasto é colocado à disposição para controle público diretamente na internet.
“Os saques só se justificam em situações nas quais não dá para fazer a compra direta na loja, usando a maquininha”, explicou o ministro à Agência Brasil. Hage citou como exemplos o recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o agente de saúde indígena, que precisam trabalhar em áreas remotas.
Leia mais notícias em Brasil/Economia/PolíticaOs dados divulgados pelo órgão de controle do Executivo demonstram, ainda, redução crescente com despesas sigilosas no governo da presidenta Dilma Rousseff. Em 2010, foram registradas despesas da ordem de R$ 32 milhões; em 2011, o valor caiu para 29,9 milhões; e, no ano passado, foi R$ 27,9 milhões.
Nas despesas sigilosas estão incluídos gastos com investigações conduzidas por agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou da Polícia Federal. Hage disse que essas despesas incluem ainda a segurança da Presidência da República.
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