Uma revolução silenciosa está mexendo com os planos de curto e de longo prazo do brasileiro, principalmente com a aposentadoria complementar à do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova era de juros baixos no país pôs abaixo a polpuda rentabilidade que a economia das famílias tinha no passado e impôs novas regras para cuidar do dinheiro: maior conhecimento e vigília, além de uma dose mais alta de risco, mesmo nas chamadas aplicações de renda fixa.
“O cenário é inédito no Brasil. Aquele famoso tripé a que o investidor estava acostumado — retornos altos, risco baixo e liquidez imediata — não existe mais”, resume o analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari. Ele lembra que, como o juro real sempre foi muito alto, o brasileiro não se acostumou a calcular qual o ganho, de fato, do investimento, ou seja, quanto rende acima da inflação. Com a derrubada da taxa básica de juros da economia, a Selic, do patamar de mais de 12% ao ano para a casa de um dígito, esse ganho real secou.
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