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Balança comercial deve iniciar recuperação a partir de abril A balança comercial registrou déficit de US$ 1,27 bilhão em fevereiro, pior resultado para o mês desde o início da série histórica

Agência Brasil

Publicação: 01/03/2013 17:18 Atualização:

Brasília - O déficit da balança comercial em fevereiro era esperado e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mantém a previsão de recuperação a partir de abril, informou nesta sexta-feira (1°/3) a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. Segundo ela, ainda é aguardada a compensação de importações de combustíveis e derivados que ficaram mais lentas após mudança na regra da Receita Federal. A secretária destacou também que, em abril, começam as safras de milho e soja, que devem ter impacto positivo na balança.

A balança comercial registrou déficit de US$ 1,27 bilhão em fevereiro, pior resultado para o mês desde o início da série histórica. A secretária admitiu que o saldo negativo não se deve apenas a questões conjunturais, como a das importações represadas de combustíveis. “Um dos fatores é a entrada de combustíveis e derivados. Ainda há US$ 2 bilhões [em importações] para serem computados ao longo do primeiro quadrimestre, segundo avaliação da Petrobras. [Mas] vivemos ainda um momento de crise. As exportações de todas as categorias caem para todos os mercados”, disse, em coletiva de imprensa para comentar os resultados mensais.

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Conforme Tatiana Prazeres, mesmo com a queda nas vendas de diversos produtos e perda de mercados no exterior, “há sinais positivos” para o comércio exterior brasileiro. “Há alguns sinais positivos como a recuperação do minério de ferro, cujo preço subiu 6,6% em relação a fevereiro de 2012. Temos também a perspectiva de uma safra bastante positiva de milho e soja. Chamo a atenção ainda para a recuperação da economia americana e a diversificação dos mercados [para onde o Brasil exporta]. Há avanço nos países asiáticos, além da China, e elevação do comércio com a África”, disse.

A secretária destacou o fato de que as exportações caíram 8,9% ante fevereiro do ano passado, mas cresceram 19% na comparação com janeiro deste ano. De acordo com ela, o resultado de março ainda pode vir deficitário. Tatiana Prazeres reiterou que o governo espera exportação em patamar elevado este ano, mas não estabelecerá uma meta

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