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Petróleo fecha em alta em Nova York a 90,82 dólares o barril Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com entrega em abril fechou a 111,61 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), uma alta de 1,52 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira

France Presse

Publicação: 05/03/2013 18:37 Atualização:

Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (5/3) em Nova York, em um mercado que se beneficiou do aumento do interesse dos corretores, em sintonia com Wall Street, que atingiu máximos históricos durante as operações, impulsionado também por compras de oportunidade.

O barril de "light sweet crude" (WTI) com entrega em abril ganhou 70 centavos a 90,82 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com entrega em abril fechou a 111,61 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), uma alta de 1,52 dólares em relação ao fechamento de segunda-feira, quando atingiu um mínimo desde meados de janeiro. "Tivemos uma longa queda, já era hora dos preços de petróleo se recuperar um pouco, mesmo que seja uma recuperação limitada", comentou James Williams, de WTRG Economics.

Os preços de petróleo em Nova York caíram mais de 7 dólares desde meados de fevereiro, até atingir na segunda-feira seu nível mais baixo desde 26 de dezembro, a 89,33 dólares o barril, inferior à barreira psicológica dos 90 dólares.

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O aumento do otimismo do mercado se deve principalmente, segundo John Kilduff, de Again Capital, ao bom desempenho de Wall Street, que alcançou máximos históricos, o "que tranquiliza os corretores sobre as perspectivas da economia norte-americana" e sobre a demanda de petróleo.

O principal indicador de Nova York, o Dow Jones Industrial Average, avançou durante as primeiras negociações e superou seu máximo histórico, alcançado no dia 1º de outubro de 2007, com os investidores confiantes na continuidade do crescimento da economia norte-americana e retomando o gosto pelos ativos de risco.

Por outro lado, "as incertezas sobre a saúde" do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "geram temor de uma eventual interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano em caso de uma instabilidade política", após sua possível morte, "que parece cada vez mais iminente", considerou Williams.

O vice-presidente Nicolás Maduro, nomeado por Chávez como sucessor caso ele não pudesse completar seu governo, reconheceu nesta terça-feira que Chávez vive "suas horas mais difíceis".

A Venezuela é um dos principais produtores de petróleo da América do Sul e dispõe das maiores reservas de petróleo do mundo.

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