O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que será feita alguma redução de tributos para o aumento de 5% do diesel, anunciado ontem pela Petrobras. "Não tem nenhuma compensação", disse o ministro a jornalistas ao retornar ao gabinete depois de uma reunião no Palácio do Planalto de pouco mais de duas horas.
Mantega chegou com quase uma hora de atraso para um encontro com empresários, representantes de entidades patronais, como Robson Andrade, da Confederação Nacional da Industria (CNI), Kátia Abreu, da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e Clésio Andrade, da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Preço nas refinarias sobeO anúncio do novo aumento do diesel feito pela Petrobras começa a vigorar a partir de hoje. Esse é o segundo reajuste em 2013. O preço de venda nas refinarias vai subir, em média, 5%. Principal empresa brasileira no setor de petróleo, a estatal vem pressionando o governo para equiparar os preços aos praticados no mercado internacional.
Leia mais notícias em EconomiaA defasagem, em relação aos valores dos combustíveis lá fora, chega a 24%, no caso do diesel, e a 13%, no da gasolina. Entre 2011 e 2012, a empresa já consumiu do seu caixa R$ 23 bilhões, na tentativa de segurar a cotação do produto dentro do país. Com isso, acumulou sérios prejuízos e viu cair drasticamente a sua capacidade de investimento.
Apesar dos estragos, o governo vem segurando a cotação do diesel, interferindo na política de preços da petroleira. Esse novo reajuste em pouco mais de um mês dará um fôlego, mas não será suficiente para permitir que a Petrobras desenvolva a contento seu bilionário plano de investimentos. Até porque os aumentos são repassados a conta-gotas. E é feito dessa forma com o pretexto de manter a inflação sob controle.
Com informações de Vera Batista
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Autor: fernando OLIVEIRA
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