Entre os 26 produtos selecionados, 19 apresentam aumento na estimativa de produção em relação ao ano anterior. Arroz, milho e soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,5% da estimativa da produção e 85,6% da área a ser colhida. Em relação 2012, houve acréscimos na área de 1,4% para o arroz, de 7,6% para o milho e de 10,1% para a soja. Quanto à produção, comparados aos números de 2012, os acréscimos são 4,9% para o arroz, 4,1% para o milho e 26,8% para a soja.
Os sete produtos que devem apresentar queda na produção são: algodão herbáceo em caroço (26,9%), batata-inglesa segunda safra (1,6%), cacau em amêndoa (5,3%), café arábica em grão (6,1%), laranja (14,3%), milho em grão segunda safra (0,1%), sorgo em grão (5,2%).
Segundo o IBGE, o Sul é a região com o maior volume de produção, com 71,9 milhões de toneladas, seguido do Centro-Oeste (71,4 milhões de toneladas), do Sudeste (19,4 milhões de toneladas), do Nordeste (16,4 milhões de toneladas) e do Norte (4,3 milhões de toneladas). Em relação à safra passada, deve haver alta de 1,2% no Sudeste; de 0,9% no Centro-Oeste; de 29,6%, no Sul; e de 37,7% no Nordeste. Na Região Norte, está prevista queda de 9,3%.
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos na segunda avaliação de 2013, com participação de 23,4%, seguido pelo Paraná (20,1%) e pelo Rio Grande do Sul (15,6%).
O IBGE informou que devido ao calendário agrícola, ainda não é possível avaliar a produção de segunda e terceira safras de alguns produtos, bem como das culturas de inverno (trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, cereal obtido a partir do cruzamento do trigo com o centeio). Os dados apresentados são projeções obtidas a partir das safras de anos anteriores.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também divulgou hoje, em Brasília, levantamento sobre a safra de grãos. Segundo a estatal, a produção nacional de grãos da safra 2012/13 deve alcançar 183,5 milhões de toneladas, um aumento de 10,5% sobre os 166,1 milhões de toneladas do ciclo anterior. A diferença entre os dados divulgados pelo IBGE e pela Conab se deve aos períodos avaliados. O instituto analisa a colheita de janeiro a dezembro, enquanto a Conab se baseia no ano-safra, que vai de agosto a julho do ano seguinte.
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