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De cabelereiro ao mecânico: preço alto de serviços castiga os brasileiros Tudo está mais caro. Em um ano, a inflação do setor subiu para 8,66%. E conter essa alta é um dos maiores desafios do governo de Dilma Rousseff na busca pela retomada do crescimento econômico

Deco Bancillon

Victor Martins

Publicação: 13/03/2013 06:05 Atualização: 13/03/2013 07:54

Lucas Dayrell gasta mais de 30% do orçamento para manter a empregada doméstica (Breno Fortes/CB/D.A Press)
Lucas Dayrell gasta mais de 30% do orçamento para manter a empregada doméstica


O brasileiro está desembolsando bem mais para fazer tarefas simples, como cortar o cabelo, ir à manicure ou comer fora de casa. E está aí um dos maiores desafios da equipe econômica da presidente Dilma Rousseff na missão de retomar o crescimento econômico em 2013. Diante do dilema entre manter o encarecimento do custo de vida em rédea curta — o que significaria aumentar os juros já em abril — ou aceitar conviver com um desconforto maior dos preços, a única certeza do governo é que não será fácil controlar a inflação dos serviços. No acumulado de 12 meses até fevereiro, a taxa do setor saltou para 8,66% (veja gráficos).

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Em muitos casos, os custos são tão elevados que, mesmo quem deveria se beneficiar com isso, reclama da falta de clientes. “Não tenho opção. Ou aumento o preço para cobrir os gastos, ou fico no prejuízo”, contou a cabeleireira Geralda Fonseca, 58 anos, proprietária de um salão de beleza na Asa Norte. Nos últimos seis meses, ela reajustou alguns serviços em até 66%. É o caso do corte de cabelo, que custava a partir de R$ 12 e, hoje, não sai por menos de R$ 20. Como consequência, o movimento de fregueses minguou. “Se antes eu recebia entre 10 e 12 pessoas por dia, agora esse número chega a sete”, contou.

Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Cidadão Kane
Se antes ela recebia 12 pessoas por dia cobrando R$12, faturava R$ 144. Agora ela aumentou o preço para R$20 e atende 7 pessoas, faturando R$ 140. Valeu a pena? Aposto que ela aumentou o preço sem nenhum critério só pq o vizinho aumentou. O mal do brasileiro, quer ganhar na unidade e não na escala | Denuncie |

Autor: danie rodrigues cruz
Hoje uma empregada doméstica pode comprar um computador, no gov de FHC era impossível. A diferença está em quem governa para o povo e gosta dele,ao passo daqueles que governam para os empresários e servem de mordomo para eles virando as costas para o povo.Se não publicar não importa mas vai ter ler. | Denuncie |

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