Economia
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PIB do terceiro trimestre deve registrar alta de 2,5%, diz Mantega A uma plateia de empresários em São Paulo, o ministro avaliou que "o país está bem na foto" e que a economia está saindo "da segunda perna descendente do W". O fundo do poço, disse, é agora, em 2013

Rosana Hessel

Publicação: 02/12/2013 13:09 Atualização: 02/12/2013 13:19

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, estima que Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre deste ano vai crescer 2,5%, em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado oficial do PIB será divulgado nesta terça-feira (3/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O crescimento do PIB no terceiro trimestre sobre o terceiro trimestre de 2012 está projetado em 2,5%”, disse o ministro para uma plateia de empresários em São Paulo, na manhã desta segunda-feira. “O mais importante é que o investimento está crescendo depois de cair em 2012. O investimento tem ganhado vigor ao longo deste ano”, disse ele, citando os estímulos do governo para que o setor privado financie a aquisição de máquinas e equipamentos a juros subsidiados.

Mantega voltou a afirmar que o “país está bem na foto” quando há uma comparação do crescimento de outros países que ainda não conseguiram recuperar o ritmo de expansão de antes do início da crise financeira global, em 2007, mas não empolgou a plateia de empresários. Alguns saíram da sala enquanto ele falava - a maioria, contudo, ficou para ouvir o que o ministro tinha a dizer. Para Mantega, o mundo ainda não se recuperou da turbulência econômica, e está havendo um novo movimento de queda na economia internacional. “Percorremos a segunda perna descendente do W e o fundo poço é agora, em 2013. E, a partir deste ano, é possível pensar que essa crise está sendo superada e deixada para trás”, disse.

Na avaliação do ministro, nos próximos 10 anos, o Brasil crescerá a um ritmo anual de 4% depois de ter uma expansão média por ano de 3,6% entre 2003 e 2012. “Não é um grande salto. É um aumento realista, quase modesto, mas acredito que temos condições para isso”, afirmou. “Para esse crescimento ser alcançado, é preciso que os fundamentos continuem sólidos e manter a inflação sob controle”, disse.

Mantega estima que a inflação, nos próximos 10 anos, apresentará trajetória de queda e ficará nos patamares abaixo da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% ao ano. “É possível atingir uma média inflacionária em torno de 4% desde que consigamos cumprir as missões e não ocorra uma nova crise”, disse. O ministro ainda prevê ainda que a taxa de investimento em relação ao PIB chegará a 24,1% apenas em 2022, percentual abaixo da meta de 25% do PIB prometida pela presidente Dilma Rousseff no início do mandato.

Superavit primário
Mantega usou as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o superavit primário (economia para o pagamento da dívida pública) do Brasil. O órgão prevê que o resultado fiscal será de 1,9% do PIB e não 2,4% como é a meta reduzida do governo brasileiro. “Essa não é a minha projeção. Trabalhamos com o orçamento e apresentamos a possibilidade de reduzir a meta e trabalhamos para fazer o primário do governo central, de R$ 73 bilhões, e estamos perseguindo para fazê-lo e mais o que os estados e municípios farão. Esse será o primário”, disse Mantega, mas ele reconheceu que o FMI “costuma acertar suas previsões”.

O ministro avisou que deve mudar a projeção do superavit do próximo ano. “Apresentamos o orçamento (de 2014) em agosto deste ano com uma projeção e teremos que revisá-la este ano para saber de fato o que se pode esperar para o próximo ano”, afirmou.
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