Economia
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PIB fraco aumenta risco de rebaixamento de nota do Brasil em agência Valor da produção econômica do país no terceiro trimestre caiu até 0,3%. Dado oficial sai hoje e IBGE vai rever número do ano passado. Poucos acreditam em melhora significativa entre outubro e dezembro. Indústria está estagnada e dólar sobe

Deco Bancillon

Publicação: 03/12/2013 06:04 Atualização: 03/12/2013 08:17

Mesmo com as desonerações do IPI, os emplacamentos de automóveis devem ter redução em 2013, o que não acontece há mais de uma década (Raheb Homavandi/Reuters)
Mesmo com as desonerações do IPI, os emplacamentos de automóveis devem ter redução em 2013, o que não acontece há mais de uma década

A economia brasileira pode ter encolhido até 0,3% no terceiro trimestre do ano, em relação ao período imediatamente anterior. Nove entre 10 analistas apostam que o valor das riquezas produzidas por empresas, famílias e pelo governo diminuiu, como resultado de políticas oficiais que fracassaram na missão de estimular o desenvolvimento do país. Alguns poucos acreditam em estabilidade, ou seja, em crescimento zero no período. “A única divergência em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), dentro ou fora do governo, é sobre o tamanho da queda”, resumiu o economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O resultado, calculado pelo IBGE, será comunicado hoje, por volta das 7h, à presidente Dilma Rousseff. Duas horas mais tarde, os dados oficiais serão divulgados para o restante do país.

Apesar da expectativa ruim, o governo deverá comemorar a revisão dos dados relativos a 2012. Conforme Dilma antecipou há um semana, em entrevista ao jornal espanhol El País, o IBGE deverá esclarecer que o crescimento foi de 1,5%, e não de 0,9%, conforme havia informado antes. Mesmo significativamente maior, o novo número ainda traz desconforto à equipe econômica. No ano passado, quando um banco suíço previu que esse seria o desempenho da economia brasileira, a estimativa foi tachada como “piada” pelo ministro da Fazenda.

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O mercado vê a revisão dos dados com ceticismo. A presidente no Brasil da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, Regina Nunes, disse que a confiança do investidor não vai melhorar, porque a imagem do país está desgatada por problemas fiscais, inflação elevada e falta de transparência. “Quando você começa a discutir o passado para tentar cumprir as metas de hoje, isso é um problema”, disse. A S&P mantém a nota do Brasil em BBB (grau de investimento), mas com perspectiva negativa.

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