Economia
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Brasília é a cidade que mais atrai profissionais graduados, aponta Ipea As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro foram as principais "exportadoras de cérebros" para a capital federal

Vera Batista

Diego Amorim

Publicação: 03/12/2013 06:04 Atualização: 03/12/2013 13:45

O número de pessoas que atravessaram as fronteiras de seus municípios com a finalidade de trabalhar ou estudar cresceu de 7,4 milhões, em 2000, para 15 milhões, em 2010. No passado, o movimento migratório era comum entre as pessoas de baixas escolaridade e renda, mas, agora, são os profissionais com formação de nível superior que saem de suas localidades de origem. Divulgado ontem, o estudo Cidades em movimento: desafios e perspectivas das políticas públicas, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou ainda que Brasília foi a cidade que mais atraiu diplomados três anos atrás: 42,9 mil imigrantes com esse perfil, ou seja, 17,3 mil a mais que a quantidade de emigrantes.

Daniel Andrade ao lado da mulher, Fernanda, e da filha, Izabela: saiu de Minas Gerais para o Senado Federal (Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Daniel Andrade ao lado da mulher, Fernanda, e da filha, Izabela: saiu de Minas Gerais para o Senado Federal

As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro foram as principais “exportadoras de cérebros” para a capital federal: da primeira vieram 122 mil diplomados e da segunda, 20,2 mil. Essas pessoas chegaram a Brasília atraídas, sobretudo, pelas oportunidades no funcionalismo público — lideram a lista dos queridinhos os órgãos chamados de elite, como Ministério Público da União (MPU), Banco Central, Tribunal de Contas da União (TCU), Tesouro Nacional, Senado e Câmara dos Deputados. “Esses deslocamentos apontam que o dinamismo da economia brasileira favorece a mobilidade, a formação escolar, a capacitação profissional e a inserção no mercado de trabalho”, explicou Marcelo Neri, presidente do Ipea e ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

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Segunda casa


O mineiro Daniel Andrade, 33, nunca havia pensado em se mudar. Mas, cinco anos atrás, o publicitário e advogado desembarcou na capital federal atraído também pela Casa do Legislativo.  “Aqui é hoje a minha casa. É a segunda, mas é minha casa”, contou ele, casado com Fernanda e que tem uma filha de 1 ano, Izabela.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Carlos Sarina
Tá tudo errado!..só querem ganhar muito e trabalhar pouco. Estamos perdendo os nossos jovens talentos para o burocracismo. | Denuncie |

Autor: Taylor Colt
não sabem eles: os altos salários não compensa viver nessa cidades. muitos entrem em depressão... já vi gente que queria deixar emprego do senado para voltar para sua cidade, pois não aguentava mais este lugar. | Denuncie |

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