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Agronegócio registra o pior resultado para o terceiro trimestre desde 2005 O setor encolheu 3,5%. Na comparação com igual trimestre do ano passado, o tombo foi de 1%

Victor Martins

Publicação: 03/12/2013 09:55 Atualização: 03/12/2013 11:58

O Brasil, apesar de maior produtor agrícola e de pecuária do mundo, apresentou resultados negativos no agronegócio. No terceiro trimestre do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor encolheu 3,5%, o pior resultado para o período desde 2005, quando houve retração de 7,9%. Na comparação com igual trimestre do ano passado, o tombo foi de 1%. Com esses resultados, as riquezas do segmento somaram R$ 54,4 bilhões.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação negativa pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre, como laranja (-14,2%), mandioca (-11,3%) e café (-6,9%).

De acordo com a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Rebeca Palis, a queda da agropecuária é reflexo tanto da produção menor de produtos típicos do terceiro trimestre (como o café e a laranja) quanto do fim da safra de soja, que se concentra no primeiro semestre.

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“Apesar de a agropecuária ser a atividade que mais cresce no ano [com alta acumulada de 8,1%], [não há mais] mais a safra da soja, que é o produto que mais cresceu neste ano e influenciou muito nas altas taxas de crescimento da agropecuária no primeiro semestre”, disse Rebeca.

Outras atividades econômicas também tiveram queda no terceiro trimestre, como outros serviços (-0,4%), indústria da transformação (-0,4%) e construção civil (-0,3%). A queda da construção civil, inclusive, teve impacto no recuo da formação bruta de capital fixo (investimentos) de 2,2% no trimestre, pelo lado da demanda.

“A gente teve uma taxa expressiva de crescimento da formação bruta de capital fixo, de 7,3%, no trimestre, mas foi um crescimento menor do que o do trimestre anterior, que havia sido de 9,1%. Por isso, [houve] essa queda na ponta da série, influenciada pela construção civil, que também teve uma taxa menor nesse trimestre”, afirmou a pesquisadora.

Com Agência Brasil

 


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