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BCE aposta em crescimento para a zona do euro apesar da baixa inflação PIB da zona do euro ganharia mais vigor em 2015, com uma previsão de crescimento de 1,5%, segundo o Banco Central

France Presse

Publicação: 05/12/2013 15:41 Atualização:

O Banco Central Europeu (BCE) demonstrou certo otimismo nesta quinta-feira (5/12) sobre a capacidade da zona do euro de voltar ao caminho do crescimento em 2014, apesar de uma baixa inflação. Em suas projeções macroeconômicas de dezembro, o BCE elevou levemente sua previsão de crescimento para a zona do euro em 2014, a +1,1% contra 1% até agora.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro ganharia mais vigor em 2015, com uma previsão de crescimento de 1,5%, segundo o Banco Central.

Por outro lado, apesar de ter esboçado uma recuperação no terceiro trimestre deste ano, segundo o presidente do BCE, Mario Draghi, a economia da zona do euro se contrairá (-0,4%) em 2013, assim como já tinha previsto em uma previsão anterior.

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"A atividade econômica se beneficiará de uma gradual melhora das exportações" em 2014 e 2015, e também melhorará nos mercados internos "graças à política de estímulo monetário" explicou Draghi, em uma coletiva de imprensa após a reunião mensal do conselho de diretores do BCE.

Contudo, "o desemprego continua sendo elevado" e a conjuntura em alguns países da região continua sofrendo por causa do duro programa de reformas e saneamento das finanças públicas, explicou.

Por outro lado, a zona do euro se dirige a "um período prolongado de frágil inflação", disse o presidente do BCE.

Em suas projeções, o banco central reduziu suas previsões de inflação na zona do euro para 2013 e 2014 a +1,4% e 1,1% respectivamente. A alta de preços será de +1,3% em 2015, segundo o BCE.

Essa frágil progressão dos preços levou o BCE a reduzir, em novembro, sua principal taxa de juros de 0,5% a 0,25%, nível historicamente baixo, que foi mantido nesta quinta-feira (5/12).

BCE disposto a emprestar

Draghi afirmou, por outro lado, que o BCE está disposto a emprestar maciçamente e a longo prazo aos bancos da zona do euro, mas com a condição de que esse dinheiro beneficie a economia.

"Se quisermos implantar uma LTRO (empréstimos a longo prazo e baixas taxas de juros), queremos afirmar que isso beneficiará a economia", declarou o presidente do BCE.

O LTRO foi utilizado já em um par de ocasiões, no final de 2011 e começo de 2012, em um total de um trilhão de euros (US$ 1,35 trilhão) emprestados a bancos da zona do euro, com a esperança de injetar esses fundos na maquinaria econômica da região.

Contudo, os bancos beneficiários deste dinheiro o utilizaram essencialmente para comprar títulos do Estado, explicou Draghi, e esses fundos não beneficiaram necessariamente à economia.

Reconheceu, contudo, que, na prática, controlar o uso desses fundos é extremamente difícil. Contudo, "quando chegar o momento, estaremos prontos", afirmou, já que "muito trabalho já foi feito" nesta direção.

De forma geral, o BCE se declarou determinado a apoiar a recuperação da economia europeia. "Estamos dispostos a contemplar (a implantação de) todos os instrumentos a nossa disposição" para consegui-lo, disse Draghi, apesar desta quinta-feira "não ter priorizado nenhum instrumento em particular".

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