Economia
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Diferenças sociais no Brasil persistem, apesar de queda da pobreza No Brasil, a taxa de pobres e indigentes caiu de 20,9%, em 2011, para 18,6%, em 2012

Simone Kafruni

Publicação: 05/12/2013 19:02 Atualização: 05/12/2013 21:02

O ritmo lento do crescimento econômico mundial foi responsável pela estagnação na redução da pobreza na América Latina e também nos gastos públicos voltados à diminuição da desigualdade na região. No Brasil, apesar de a taxa de pobres e indigentes ter caído de 20,9%, em 2011, para 18,6%, em 2012, o abismo social é o maior entre os países latinoamericanos. Os 20% mais ricos da população brasileira concentram 55% da renda, enquanto a média da região é de 47%.

As constatações estão no estudo Panorama Social da América Latina 2013, divulgado ontem pela Comissão Econômica para a America Latina e o Carine (Cepal). Os dados projetados para 2013 da pesquisa revelam que, em termos absolutos, a pobreza atinge 164 milhões de pessoas, cerca de 28% da população latinoamericana, o mesmo número apurado em 2012. Entretanto, quando consideradas as pessoas em estado de indigência, que, em 2012, totalizaram 66 milhões, houve um acréscimo. Este ano, são 68 milhões de indivíduos indigentes (11,5%).

Na avaliação da secretária-executiva da entidade, Alicia Bárcena, embora as estatísticas recentes mostrem a desaceleração em função da diminuição na atividade econômica da América Latina, desde 2002, a pobreza caiu 15,7 pontos percentuais e a indigência, 8 pontos percentuais. “O único número aceitável é zero, por isso os países precisam realizar uma mudança estrutural de suas economias para crescer com maior igualdade”, disse. Ela ressaltou que a tendência verificada pela pesquisa foi de contração nos gastos públicos.

Seis dos 11 países com informações disponíveis em 2012 registraram redução na pobreza em relação a 2012, entre eles o Brasil (de 20,9% para 18,6%). A Venezuela teve a maior queda, de 5,6 pontos percentuais, com os pobres passando de 29,5% da população para 23,9%. No Equador, a pobreza passou de 35,3% para 32,2%, no Peru, de 27,8% para 25,8%, na Argentina, de 5,7% para 4,3%, e na Colômbia, de 34,2% para 32,9%. Na Costa Rica, em El Salvador, no Uruguai e na República Dominicana a pobreza se manteve constante, enquanto, no México, ela aumentou de 36,3% para 37,1%.

Segundo o secretário-executivo adjunto da Cepal, Antonio Prado, o Brasil teve a maior e mais rápida redução de pobreza dentre os países avaliados pela comissão quando avaliado o período iniciado em 1990. Até 2001, a pobreza caiu de 48% para 37,5% no país. De 2001 até 2013 despencou dos 37,5% para 18,6%. “A queda foi de 35% no primeiro período e de 65% no segundo graças às políticas de combate à probreza e ao dinamismo do mercado de trabalho brasileiro na última década. Os aumentos reais do salário mínimo e a transferência de renda de programas como o Bolsa Família também foram fundamentais para esse desempenho”, afirmou.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »
Termos de uso

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.