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Com vendas fracas, governo decide manter IPI menor para carros O calendário de vigência do tributo definido pela Fazenda estabelecia que as alíquotas subiram, gradativamente, a partir de abril deste ano

Francele Marzano

Publicação: 06/12/2013 06:30 Atualização: 06/12/2013 08:34

O governo decidiu atender o pleito das montadoras e vai elevar, gradualmente, em 2014, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrado em automóveis. Coincidentemente, no mesmo dia em que a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) anunciou a queda de 8% na produção de carros em novembro ante o mesmo mês do ano passado, e de 10,7% quando comparado a outubro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o tributo vai ser revisto em janeiro do próximo ano, mas sua recomposição não será total. O IPI está em 2% e a alíquota normal chega a 7%. “Teremos que rever em janeiro o IPI dos automóveis, mas a recomposição do imposto certamente não será total”, afirmou.

Não será a primeira vez que o governo postergará a recomposição do IPI. O calendário de vigência do tributo definido pela Fazenda estabelecia que as alíquotas subiram, gradativamente, a partir de abril deste ano. No caso dos carros flex e a gasolina com motor de 1.000 cilindradas, o imposto deveria passar de 2% para 3,5%, mas o governo acabou recuando. O IPI ficou no nível mais baixo para estimular a produção e as vendas. Nos últimos meses, porém, a equipe econômica começou a sinalizar que não prolongaria mais os benefícios fiscais, devido às dificuldades para fechar as contas. A pressão da indústria automobilística, no entanto, acabou surtindo efeito.

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A perspectiva entre o empresariado é de que o IPI sobre carros populares passe, agora, para 3,5%, nível que deverá ser mantido pelo menos até março. Com esse patamar, tanto a Anfavea quanto o governo acreditam que as fábricas poderão continuar operando em um patamar adequado, ajudando a movimentar a economia, sem demitir funcionários. O novo cronograma do IPI deve ser anunciado nos próximos dias, para dar previsibilidade às empresas e aos consumidores.

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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Elaine Araujo
Ajudem os deficientes auditivos a vencer a luta contra a exclusão. Só os deficientes auditivos não tem direito a isenção de IPI na compra de automoveis, sendo que até cego e doido tem. Vejam isencaoipideficienteauditivo (face) e nos ajudem contra essa discriminação! | Denuncie |

Autor: dimas moreira
O governo sempre abre as pernas para as montadoras quando elas pedem ou estão em apuros. Quando elas estão de vento em popa não se houve falar em algum ato que beneficie o povo. Quem paga a conta da farra é o contribuinte. | Denuncie |

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