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Acordo da OMC em Bali bloqueado por Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua Um acordo em Bali, o primeiro desde a criação da OMC, em 1995, é entendido como a última possibilidade de reativar as negociações sobre a abertura do comércio mundial

France Presse

Publicação: 06/12/2013 19:46 Atualização:

O acordo na reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Bali - que parecia ao alcance na noite de sexta-feira (6/12) após um compromisso da Índia - foi bloqueado neste sábado por Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua, anunciou o porta-voz da organização.

"Cuba, Bolívia, Venezuela e Nicarágua rejeitaram o pacote" de medidas que os demais 155 Estados membros da OMC haviam aceitado, disse à imprensa Keith Rockwell, porta-voz do diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevedo.

Atualmente, são realizadas consultas mas "não sabemos quais serão as etapas posteriores", destacou Rockwell, precisando que a reunião ministerial, que deveria terminar na tarde de sexta, prosseguirá por mais um dia.

Os quatro países latino-americanos "estão insatisfeitos porque foi retirada uma referência ao embargo" americano contra Cuba, precisou Rockwell, que lamentou uma "declaração muito política, onde se manifestaram elementos ideológicos".

O acordo parecia ao alcance na noite de sexta-feira, após um compromisso com a Índia, cuja férrea posição sobre subsídios agrícolas ameaçou as negociações sobre a liberalização do comércio mundial.

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Mas durante a rodada de consultas necessária para aprovar oficialmente o texto, surgiu a oposição dos quatro países latino-americanos.

Um acordo em Bali, o primeiro desde a criação da OMC, em 1995, é entendido como a última possibilidade de reativar as negociações sobre a abertura do comércio mundial, paralisadas desde seu início em Doha, no ano de 2001.

Muitos responsáveis já advertiram que um novo fracasso em Bali, após quatro reuniões ministeriais sem resultados desde o início da Rodada de Doha, representaria não apenas um duro golpe para a OMC, mas também uma ameaça ao multilateralismo em geral, em tempos de acordos bilaterais e regionais.

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