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Acordo de Associação Transpacífico (TPP) terá que esperar até 2014 A reunião ministerial do TPP em Cingapura começou no sábado, onde foi assinado um acordo para tentar reativar um ambicioso programa de liberalização comercial mundial

France Presse

Publicação: 10/12/2013 18:16 Atualização: 10/12/2013 17:31

O Acordo de Associação Transpacífico (TPP), um grande projeto de livre comércio que inclui 12 países, entre eles Chile, Peru e México, não será fechado este ano e precisará esperar até 2014, admitiram nesta terça-feira em Cingapura os ministros dos países integrantes.

"Decidimos prosseguir nosso trabalho nas próximas semanas. Após um trabalho suplementar realizado pelos negociadores, temos a intenção de voltar a nos reunir no próximo mês", indicaram em um comunicado os 12 ministros reunidos em Cingapura. Os Estados Unidos, defensores do projeto, tentavam fazer com que o TPP se concretizasse antes do fim do ano.

As negociações do TPP envolvem 12 países: Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Brunei, Estados Unidos, Malásia, Japão, Cingapura, Vietnã, Peru, Chile e México. O TPP, cujas negociações começaram em 2004, quer criar a maior zona de livre comércio do mundo em ambos os lados do Pacífico.

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O acordo, cujos integrantes somam 40% do PIB mundial, é encarado com frequência como o símbolo da proliferação de acordos regionais em detrimento do multilateralismo defendido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), integrada por 159 países.

A reunião ministerial do TPP em Cingapura começou no sábado (7/12), no mesmo dia em que terminou, na ilha indonésia de Bali, uma conferência ministerial da OMC na qual foi assinado um acordo para tentar reativar um ambicioso programa de liberalização comercial mundial, lançado em Doha em 2001, mas paralisado desde então. China prefere a ASEAN

Outros países podem se somar ao TPP em uma etapa posterior, entre eles a Colômbia. A China não participa desse acordo, apesar de não excluir se juntar a ele no futuro. No momento, Pequim prefere outro projeto exclusivamente asiático, a Associação das Nações do Sudeste asiático (ASEAN), que reúne 16 países, sem os Estados Unidos.

O presidente Barack Obama elogiou o TPP como parte integrante de sua estratégia para transformar a Ásia no pivô de sua política externa. Mas as negociações enfrentaram a complexidade da abertura de certos mercados, em particular no Japão.

Milhares de agricultores japoneses se manifestaram na semana passada contra a intenção do governo de participar do TPP.

O setor agrícola japonês é protegido por importantes barreiras alfandegárias e teme uma abertura comercial que poderia se traduzir em uma invasão de produtos estrangeiros muito mais baratos. Este setor é caracterizado por uma multidão de pequenas propriedades dispersas, nas mãos de agricultores cada vez mais velhos.

Os críticos do TPP afirmam que os Estados Unidos buscam impor sua primazia no conjunto da região Ásia-Pacífico, em particular no aspecto da propriedade intelectual.

Washington, apoiado por grandes grupos farmacêuticos, quer instaurar patentes a mais longo prazo, o que protegeria os grandes produtores de medicamentos.

Várias ONGs - entre elas a Médicos sem Fronteiras - consideram que isso restringiria a milhões de pobres o acesso a medicamentos genéricos baratos.

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