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Economias da América Latina e Caribe registram expansão de 3,2% De acordo com o relatório da Cepal, a previsão de crescimento do Brasil é uma das menores da região tanto em 2013 quanto no ano que vem

Simone Kafruni

Publicação: 11/12/2013 13:12 Atualização: 11/12/2013 15:59

As economias da América Latina e do Caribe registrarão uma expansão de 3,2% em 2014, o que representa uma retomada frente aos 2,6% registrados em 2013, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). Segundo o relatório da entidade, a previsão de crescimento do Brasil é uma das menores da região tanto em 2013, de 2,4%, como para 2014, de 2,6%. Apenas Venezuela e El Salvador têm projeções piores para o ano que vem, com aumento de 2,6% e 1% respectivamente.

Em seu relatório anual Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2013, a Cepal indica que o menor dinamismo da demanda externa, a maior volatilidade financeira internacional e a queda no consumo foram os fatores que incidiram em um desempenho econômico mais modesto dos países em 2013.

Para o próximo ano, a expectativa é de que o cenário externo mais favorável contribua para aumentar a demanda externa e, portanto, as exportações da região. "O quadro da economia mundial em 2014 acarreta para a América Latina e para o Caribe oportunidades e ameaças”, afirmou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal, ao apresentar o relatório.

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Entre as oportunidades, segundo ela, há o aumento no comércio internacional e a possibilidade de aproveitar as desvalorizações cambiais que estão ocorrendo para assegurar mudanças, como maiores investimentos na diversificação da produção. "Entre as ameaças estão a persistente volatilidade na economia global, o maior custo do financiamento externo, assim como a menor contribuição do consumo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)", avaliou.

Conforme a Cepal, em 2014 o crescimento regional será liderado pelo Panamá, com 7%, seguido pela Bolívia (5,5%), Peru (5,5%), Nicarágua (5%), República Dominicana (5%), Colômbia, Haiti, Equador e Paraguai (os quatro com 4,5%). Projeta-se que a Argentina e o Brasil cresçam 2,6%; Chile e Costa Rica 4%, Guatemala, México e Uruguai 3,5%, e a Venezuela, 1%.

Este ano a expansão regional esteve liderada pelo Paraguai (13%), seguido pelo Panamá (7,5%), Bolívia (6,4%), Peru (5,2%), Nicarágua (4,6%), Uruguai (4,5%), Argentina (4,5%) e Chile (4,2%). O Brasil está no final das duas listas de crescimento e ainda lidera um incômodo ranking: é o país com a maior dívida bruta da região, de quase 60% do PIB.

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