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Cepal: recuperação da América Latina cresce graças à demanda externa "As economias da América Latina e do Caribe registraram um crescimento de 3,2% em 2014, o que significa uma alta de 2,6% no final de 2013", indicou o relatório da Comissão

France Presse

Publicação: 11/12/2013 16:55 Atualização:

Os países da América Latina crescerão 3,2% em 2014, marcando uma recuperação em relação aos 2,6% registrados este ano, por causa de uma demanda externa maior que vai gerar um aumento das exportações, informou nesta quarta-feira (11/12) a Cepal.

"As economias da América Latina e do Caribe registraram um crescimento de 3,2% em 2014, o que significa uma alta de 2,6% no final de 2013", indicou um relatório da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (Cepal), apresentado em sua sede em Santiago.

Em 2013, a região foi afetada por "um dinamismo menor da demanda externa, por uma maior volatilidade financeira internacional e pela queda no consumo", que levaram a América Latina a registrar uma expansão menor do que os 3% estimados pela própria Cepal em julho.

Para o próximo ano, contudo, a Cepal projeta uma recuperação das economias regionais. "Espera-se que um cenário externo moderadamente mais favorável contribua para aumentar a demanda externa e, portanto, para as exportações da região", frente a uma recuperação da economia da Europa e a manutenção do crescimento da China em torno de 7,5%, explicou o organismo técnico submetido às Nações Unidas.

"A demanda externa da China e da Europa começa a ter alguma recuperação, o quee é uma boa notícia para a América Latina", explicou Alicia Bárcena, secretária-geral da Cepal, ao apresentar o relatório que a instituição realiza a cada ano. Mas, no próximo ano, a região ainda deve enfrentar "uma persistente volatilidade na economia global e um maior custo de financiamento externo, assim como um menor aporte do consumo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e uma deterioração da conta corrente regional".

"O cenário da economia mundial em 2014 apresenta para a América Latina e o Caribe oportunidades e ameaças", afirmou Bárcena. O Panamá vai liderar o aumento do PIB da região em 2014, com um crescimento de 7%, seguido por Bolívia e Peru (5,5%), Nicarágua e República Dominicana (5%) Colômbia, Haiti, Equador e Paraguai (4,5%), Chile e Costa Rica (4%), Guatemala, México e Uruguai (3,5%), Argentina e Brasil (2,6%), e Venezuela (1%).

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O Caribe vai apresentar uma recuperação de 2,1% no próximo ano, depois de um crescimento de apenas 1,3% em 2013. Este ano, a expansão regional foi liderada pelo Paraguai (13%), seguido por Panamá (7,5%), Bolívia (6,4%), Peru (5,2%), Nicarágua (4,6%), Uruguai (4,5%), Argentina (4,5%) e Chile (4,2%), Equador (3,8%), Guatemala (3,4%), Costa Rica (3,2%) e Cuba (3%). As regiões que menos cresceram este ano foram Brasil (2,4%), El Salvador (1,7%), México (1,3%), a zona do Caribe (1,3%) e Venezuela (1,2%).

A Cepal considerou "modesto" o crescimento regional de 2012, de 2,6%. "Em 2013, o consumo reduziu sua contribuição ao crescimento regional devido a uma desaceleração da massa salarial e do crédito. O aporte levemente maior do investimento e o menor impacto negativo das exportações líquidas não puderam compensar o menor dinamismo do consumo", explicou a Cepal.

Em relação ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego alcançou 6,3% em 2013, enquanto a inflação se manteve em níveis menores a 5% na maior parte dos países da região.

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