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OIT prevê futuro preocupante para o desempenho da economia O Panomara Laboral de 2013 surge como um chamado de atenção para a necessidade dos governos da região redobrarem os esforços para melhorar a qualidade do emprego

Vera Batista

Publicação: 17/12/2013 13:31 Atualização: 17/12/2013 12:33

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê um futuro preocupante para o desempenho da economia e do mercado de trabalho da América Latina e do Caribe e questiona se, em 2014, a região terá condições efetivas de aperfeiçoar os mecanismos necessários para uma melhora nesse quadro. O estudo Panorama Laboral, que está em sua 20ª edição, revela que o crescimento econômico vem perdendo força. Em 2013, a previsão é de aumento moderado de 2,7%. O prognóstico para 2014 é de leve melhora, para de 3,1% - com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) -, em um cenário de incerteza da economia mundial. E se esse prognóstico se cumprir, no ano que vem, a taxa desemprego urbano vai se manter nos mesmos níveis de 2013.

O Panomara Laboral de 2013 surge como um chamado de atenção para a necessidade de os governos da região redobrarem os esforços para melhorar a qualidade do emprego. “Qual é o tamanho desse desafio? Será necessários criar ao menos 43,5 milhões de novos empregos na próxima década para consolidar a queda da taxa de desemprego alcançada na região nos últimos anos e evitar que ela supere os 7%”, sinaliza o Panorama Laboral, ao indicar que, para reduzir a informalidade dos níveis de 47,7% para 42,8%, na próxima década, será necessário crescer, ao menos, na média de 3,4% e criar mais 84% novos empregos formais.

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De acordo com a OIT, em 2013, os indicadores relativos ao emprego, em consequência da perda de dinamismo da economia, regrediram, quando comparados ao desempenho de anos anteriores. Embora a taxa de desemprego se situe no percentual mínimo histórico de 6,3%, esse resultado, em comparação aos 6,4% de 2012, não foi em consequência da geração de novos vagas, mas sim pela baixa participação da força de trabalho. Isso porque os salários cresceram menos, a informalidade aumentou, a desocupação, principalmente entre jovens, subiu e a produtividade está abaixo da média mundial. O pífio avanço do mercado de trabalho em 2013 não foi capaz de resolver o problema da qualidade do emprego.

De acordo com a pesquisa, entre os que têm uma ocupação, há pelo menos 130 milhões de pessoas na informalidade, o que significa que de cada 10 trabalhadores latino-americanos ou caribenhos três não têm acesso a qualquer tipo de proteção social, como previdência ou plano de saúde. Além disso, a frustração e o desalento entre jovens contribuem para que 22 milhões deles não estudem nem trabalhem. “Não é por acaso que em diversas cidades são os jovens que encabeçam protestos questionando o sistema e as instituições”, aponta a OIT.

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