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Deficit das contas externas deste ano será o maior da história Consumo responderá por grande parte do buraco

Deco Bancillon

Publicação: 19/12/2013 06:02 Atualização:

Tulio Maciel, do BC, diz que saldo negativo de novembro foi pior que o esperado pela autoridade monetária (	Edílson Rodrigues/CB/D.A Press)
Tulio Maciel, do BC, diz que saldo negativo de novembro foi pior que o esperado pela autoridade monetária


Os gastos elevados das famílias e do governo têm provocado uma forte deterioração das contas externas do país. Diante de uma economia ainda enfraquecida, que sobrevive graças a incentivos estatais, o consumo de produtos e serviços migrou para similares importados. A consequência foi um rombo recorde nas transações com o exterior. Nos 12 meses terminados em novembro, o buraco chegou a US$ 81,1 bilhões. Diante disso, o Banco Central refez os cálculos e, em vez de US$ 75 bilhões, aposta agora que o deficit fechará 2013 em US$ 79 bilhões, o pior resultado da série histórica iniciada em 1947.

Os resultados levam à constatação de que as políticas do governo de incentivo ao consumo não impulsionaram a produção interna, o que levou a um descompasso na balança comercial. “As importações continuam crescendo a uma média de 7,7% e as exportações apresentam queda de 0,7% no acumulado do ano”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. No ano, lembrou ele, o saldo comercial (exportações menos importações) já está US$ 17 bilhões menor que o de 2012.

Os números ajudam a explicar o crescente rombo nas transações correntes. Até 2010, o último ano da gestão de Lula, o saldo das trocas comerciais de bens e de serviços do Brasil com o restante do mundo — que incluem viagens internacionais, aluguéis de equipamentos e transferências de renda — estava negativo em US$ 47,2 bilhões. De lá para cá, esse buraco só aumentou, até chegar aos atuais US$ 81,1 bilhões. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o buraco já equivale a 3,66%, quase o dobro dos 2,2% de 2010.

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