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Demandantes da Chevron no Equador vão arrecadar fundos para manter ação A justiça equatoriana condenou a empresa americana a pagar US$ 9,5 bilhões pela contaminação ambiental atribuída à empresa Texaco

France Presse

Publicação: 19/12/2013 20:40 Atualização: 19/12/2013 20:41

Quito - Um grupo de equatorianos que processou a Chevron por danos ambientais lançou uma campanha para financiar as ações legais com as quais pretende que a petroleira pague os US$ 9,5 bilhões da multa a que foi condenada no Equador. "Temos muito pouco ou nada de dinheiro, razão pela qual pedimos o apoio da comunidade internacional para poder concluir o processo" que leva mais de 20 anos, declarou à AFP Pablo Fajardo, um dos advogados dos demandantes.

Ele acrescentou que "os gastos que realizamos estão beirando os 30 milhões de dólares. Se compararmos isto com os mais de 1 bilhão de dólares que a Chevron gastou, realmente é algo muito pequeno". Em novembro, a justiça equatoriana condenou a empresa americana a pagar US$ 9,5 bilhões pela contaminação ambiental atribuída à empresa Texaco, adquirida pela Chevron em 2001 e que operou na Amazônia entre 1964 e 1990.

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Os demandantes apresentaram ações no Brasil, Argentina e Canadá para que a decisão equatoriana seja reconhecida e seja determinado o embargo dos bens da petroleira, que carece de ativos no país. O julgamento, que começou em 1993 em Nova York e em 2003 passou à jurisdição do Equador, nós "ganhamos definitivamente nas cortes equatorianas e hoje estamos perto de incrementar as ações de execução da sentença em outros países diferentes dos Estados Unidos", afirmou Fajardo.

"As vítimas não têm o dinheiro requerido para a fase de execução da sentença", razão pela qual abriram a campanha denominada "Somos Amazônia", com um ato celebrado na quarta-feira em Quito, ao qual assistiram pintores e escritores equatorianos.

A petroleira, que nega qualquer responsabilidade e assegura que a Texaco cumpriu com a recuperação ambiental que lhe correspondia, executa medidas legais em Nova York e em uma corte de arbitragem de Haia para invalidar um julgamento que considera fraudulento.

Para a empresa americana, os danos na Amazônia são de responsabilidade da estatal Petroecuador, com a qual a Texaco operou em consórcio.

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