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Aumento das passagens expulsa passageiros dos aviões, dizem especialistas Empresas se aproveitam aumento de clientes e encarecem os bilhetes, mesmo prestando serviços ruins

Bárbara Nascimento

Antonio Temóteo

Rodolfo Costa

Publicação: 20/12/2013 06:03 Atualização: 19/12/2013 23:34

Mesmo ontem não sendo um dia de pico, quem embarcou no aeroporto de Brasília teve de enfrentar filas, falta de informações e atrasos em 33% dos voos (Monique Renne/CB/D.A Press)
Mesmo ontem não sendo um dia de pico, quem embarcou no aeroporto de Brasília teve de enfrentar filas, falta de informações e atrasos em 33% dos voos

 

Quem decidiu viajar de avião neste fim de ano teve que apertar o cinto para fazer caber as passagens no orçamento doméstico. Somente nos últimos 30 dias, os bilhetes ficaram 20,15% mais caros, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O reajuste foi tão forte que o item respondeu, sozinho, por 0,11 ponto percentual da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de dezembro, a maior contribuição individual para a carestia.

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Mesmo pagando caro, os viajantes que optaram por embarcar na quinta-feira tiveram de lidar com o descaso e o péssimo atendimento das empresas aéreas. Sem infraestrutura adequada para enfrentar o aumento do fluxo de passageiros, as companhias obrigaram a clientela a encarar filas gigantescas, atrasos de quase duas horas e voos cancelados sem nenhuma explicação plausível. Até as 19h, 33% das 146 partidas programadas no Aeroporto de Brasília saíram fora do horário.

Desde o início da tarde, o clima era de nervosismo e apreensão nos guichês de check-in da Avianca. As filas ocupavam boa parte do terminal Juscelino Kubitscheck. A maioria dos passageiros não entendia o que estava acontecendo e se irritava com a falta de informação. “Não estou pedindo nenhum favor. Quero apenas que a empresa preste serviços de qualidade, que não me obrigue a ficar quase duas horas na fila sem saber se eu embarcarei ou não”, discursou o contador José Carlos Passos, 35 anos, com destino a Aracaju (SE). “Me botaram em uma fila prioritária, mas de nada adiantou. Fiquei uma hora esperando pelo atendimento”, acrescentou a professora Eliane Ignotti, 48, com passagem marcada para Cuiabá.

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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Ricardo Meireles
Presidente Dilma, a população passa por esta situação visto tratar-se de um monopólio grupal. Intervenha. Abra o mercado. Somente assim saberemos quem são os competentes. | Denuncie |

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