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Intenção do paulistano de contrair financiamento fica estável em dezembro O levantamento da FecomercioSP mostrou que a média de pessoas com algum tipo de aplicação teve alta nos últimos meses, passando de 40,4% em novembro para 41,4%

Agência Brasil

Publicação: 23/12/2013 13:20 Atualização:

São Paulo – Pesquisa feita na capital paulista mostrou que, em dezembro, 12,4% das pessoas pretendiam contrair algum tipo de financiamento nos próximos três meses. O índice é o mesmo apurado em novembro, segundo levantamento da FecomercioSP. Para o estudo, foram ouvidos 2,2 mil paulistanos.

Para o assessor econômico da entidade, Fábio Pina, esse resultado é natural e indica que o paulistano está cauteloso. “O consumidor está mais ressabiado, por causa da inflação, que encolheu o poder de compra da classe emergente”, disse. O fraco desempenho da economia do país também é um fator que afasta o consumidor na hora de pensar em contrair novas dívidas.

Pina destacou que, apesar de os números indicarem a cautela dos consumidores, a série histórica da pesquisa revela que a intenção que é relatada acaba não se confirmando. “Na prática, há um número maior [de financiamentos]. Os consumidores são vencidos pela tentação”, disse ele.

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Além da tentação, os valores do parcelamento no cartão de crédito, em geral, têm sido os mesmos que do pagamento à vista. “Entre pagar R$ 100 à vista ou dez vezes de R$ 10, o consumidor acaba escolhendo a segunda opção”, explicou.

O levantamento da FecomercioSP mostrou também que a média de pessoas com algum tipo de aplicação teve alta nos últimos meses, passando de 40,4% em novembro para 41,4% em dezembro. O número de endividados com aplicação aumentou, passando de 30,4% para 33,5%. Já o número de não endividados com aplicações caiu de 51,3% em novembro para 50,9% em dezembro.

A poupança continua sendo a principal aplicação dos paulistanos - foi a mais importante para 74,7% dos entrevistados em dezembro. Segundo Pina, a cautela em contrair novas dívidas exerce influência nesse resultado. “Quanto menos dívida, mais poupança. Mas o Brasil carece de mais poupança”, disse.

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