Economia
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Para economista, empresários evitam alardear piora da gestão pública Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirma que o Brasil foi engolfado por uma onda de desconfiança

Rosana Hessel

Enviada Especial

Publicação: 25/12/2013 07:05 Atualização: 24/12/2013 16:50

Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados (Rafael Cusato/Divulgação)
Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados
São Paulo
— O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, não vê razão para poupar pessimismo. Antes do anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre deste ano, ele foi tachativo: queda de 0,5%. Acertou. Agora, prevê um quadro mais sombrio.

Alguns especialistas acham que dos males virá o bem. Esperam para 2014 a “tempestade perfeita”, acúmulo de intempéries capaz de detonar reformas de que o país precisa para crescer de modo mais intenso, sem pressões inflacionárias. Para Vale, os problemas maiores virão em 2015, quando o próximo presidente tomará posse. “Teremos mais do que uma tempestade. Não sei que termo poderia ser. Tempestade vem e passa. Depois, você junta os cacos e reconstrói. Aqui, teremos uma tempestade para ficar durante muito tempo”, explica.

No entender do economista, são remotas as chances de a presidente Dilma Rousseff mudar a cabeça para fazer os ajustes necessários a fim de que o país retome a rota do crescimento. “Reformista de fato esse governo não é. Não está fazendo nada. Com isso, não vamos crescer como precisamos. Não tem chance”, resume.

Para Vale, o Brasil foi engolfado por uma onda de desconfiança. Por isso, faltam os investimentos necessários à retomada do Produto Interno Bruto (PIB). “Infelizmente, o governo perdeu a credibilidade. Em 2015, ao que tudo indica, Dilma entregará para ela mesma uma herança maldita”, afirma. “Em 2018, essa herança será mais maldita ainda. Será a herança tenebrosa”, completa. A seguir, os principais trechos da entrevista de Vale ao Correio.

O que podemos esperar da economia brasileira em 2014?
O país vai crescer menos que em 2013. Estamos prevendo alta de 1,9%. Neste ano, o PIB terá alta de 2,3%, com avanço na margem de 0,9% no quarto trimestre. A economia saiu do fundo do poço. Infelizmente, o país não consegue crescer mais do que isso. No ano que vem, a taxa de juros estará mais elevada, a situação cambial continuará volátil, com desvalorização do real. Também haverá pressão na inflação. Está fácil para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) seguir perto de 6,5%. Enquanto isso, o Banco Central não terá liberdade para elevar os juros como deveria. Não à toa, haverá duas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) depois das eleições. Provavelmente, esse será o espaço que se colocará para o BC aumentar os juros assim que a presidente for reeleita.

Como avalia o cenário econômico atual?

É de uma indústria que piorou. O resultado do PIB do terceiro trimestre veio dentro do que a gente esperava, de queda de 0,5%. Não houve grandes surpresas. Vale lembrar que houve a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de carros e as vendas dispararam, mas a produção recuou. O setor automobilístico teve papel importante no tombo da economia no terceiro trimestre.

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Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Teodoro vervloet
É fato, faltou dizer que a dívida interna cresce quase sem controle, ainda. | Denuncie |

Autor: Cidadã Indignada
Parece que não querem mesmo que as coisas deem certo. Tudo é bem simples, só precisa de alguém que tenha vontade de fazer. | Denuncie |

Autor: Cidadã Indignada
O maior problema, talvez o único, dos nossos governos e serviço público é GESTÃO. Como pode nascer planta na parede de um hospital? O diretor não anda pelo local no qual ele é responsável? Se em determinada cidade o índice de violência é alto, por que não se faz um trabalho focado nisso? | Denuncie |

Autor: Cristovao Santana
Nada original ,a urobóloga Miriam Leitão fala isso ai desde 2003 | Denuncie |

Autor: GILMAR PEREIRA
os empresários brasileiros são muitos dependentes do governo ! | Denuncie |

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