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Eike Batista faz acordo com credores internacionais para salvar petrolífera A dívida da empresa consiste em US$ 3,8 bilhões detidos pelos principais credores, US$ 1,5 bilhão de indenização por anulações de contrato e US$ 500 milhões de pagamentos a outros fornecedores

Agência Brasil

Publicação: 25/12/2013 15:34 Atualização: 25/12/2013 17:34

O empresário Eike Batista fechou acordo com credores internacionais para salvar a OGP (antiga OGX), do ramo petrolífero, que entrou com pedido de recuperação judicial este ano. Segundo nota divulgada na noite da última terça-feira (24/12) pela companhia, o acordo prevê a conversão da dívida de US$ 5,8 bilhões em ações e a injeção de US$ 200 milhões a US$ 215 milhões pelos investidores.

Manobra de Eike Batista é um importante passo para recuperação da companhia (AFP PHOTO/Frederic J. BROWN )
Manobra de Eike Batista é um importante passo para recuperação da companhia

A manobra é um importante passo para recuperação da companhia e, após sua execução, os credores da empresa passarão a deter perto de 90% dela, enquanto Batista verá sua participação cair para 12%.

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A dívida da empresa consiste em US$ 3,8 bilhões detidos pelos principais credores, US$ 1,5 bilhão de indenização por anulações de contrato e US$ 500 milhões de pagamentos a outros fornecedores.

Segundo a empresa, o acordo permitirá a extinção da dívida e o regresso às atividades de exploração e produção de petróleo. A proposta de reestruturação precisa ainda ser aprovada pelos credores e pelo juiz responsável pelo processo.

No fim de outubro, a OGX entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo, que ficou a cargo do juiz Gilberto Clóvis Farias Matos, da 4ª Vara Empresarial, foi aceito no fim de novembro.

Por meio da recuperação judicial, uma empresa sem caixa para pagar dívidas negocia um plano de reestruturação com os credores sob a supervisão de um juiz. Os credores têm 180 dias, a partir da publicação do despacho do juiz, para aprovar a proposta em assembleia. Se o acordo for aceito, o plano terá de ser implementado à risca. Caso algum dos credores conteste a proposta, a falência é decretada.

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Autor: nesio silva
Sou professor de Administração e analise de mercado, e nunca vi na historia das empresas, dois agentes (ivestidores, acionaistas e dono do negócio) quererem lucrar com algo que não vai vingar.O Eike só reforça a Lei de Gerson e os credores incorporando o jeitinho brasileiro. | Denuncie |

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