publicidade

Governo Central atinge superávit primário de R$ 75 bilhões, diz Mantega

O ministro da Fazenda antecipou o resultado fiscal "para baixar a ansiedade", afirmou

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 03/01/2014 14:50 / atualizado em 03/01/2014 16:45

Rosana Hessel , Victor Martins

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, resolveu comentar o resultado fiscal para tentar dar uma mensagem de confiança ao mercado e anunciar que o governo central conseguiu atingir um superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 75 bilhões, acima da meta reduzida do governo central (excluindo estados e municípios) de R$ 73 bilhões. Ele resolveu antecipar em um mês a divulgação do resultado de 2013 para tentar dar um recado de “austeridade fiscal” do governo.

“Estamos antecipando isso que é para baixar a ansiedade. Como tinha analista dizendo que não íamos cumprir (o primário), resolvemos anunciar para acalmar os nervosinhos”, disse Mantega nesta sexta-feira, acrescentando que os números ainda não estão fechados porque os resultados dos estados e municípios só sairão no fim do mês.

Mantega antecipou o resultado fiscal de dezembro sete dias depois de o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin divulgar o balanço das contas públicas até novembro. Nesse período, as despesas totais continuaram crescendo em um ritmo maior que a receita (de 14,1% até novembro) e inferior ao das despesas, e essa vem sendo a principal crítica dos especialistas. Somente os gastos de custeio do poder público saltaram 22,5% em nove meses. A arrecadação aumentou 12% no mesmo período. O ministro anunciou que a economia de R$ 75 bilhões em 2013 equivale a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Leia mais notícias em Economia

A meta inicial estipulada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) era de uma economia de 3,1% do PIB, mas foi reduzida para 2,3% por conta do abatimento de R$ 25 bilhões de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de R$ 20 bilhões dos gastos públicos com desonerações, dos R$ 111 bilhões da meta. “Não estamos usando todo os R$ 45 bilhões previstos para o abatimento”, avisou.

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade