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Panamá condiciona fundos extra para o Canal à suspensão de ameaça ACP informou que ofereceu garantir U$ 183 milhões, dos quais 100 milhões corresponderão a uma antecipação e U$ 83 milhões a fundos já antecipados

France Presse

Publicação: 07/01/2014 17:42 Atualização: 07/01/2014 18:28

Autoridades do Canal do Panamá propuseram nesta terça-feira (7/1) ao consórcio encarregado da ampliação da via uma injeção conjunta de 283 milhões de dólares para continuar as obras, com a condição de que seja suspensa a ameaça de paralisá-las, caso contrário, encerrará o contrato.

"Se eles não aceitarem a proposta e não suspenderem a advertência de paralisação da obra, então daremos o próximo passo para encerrar o contrato se for necessário", alertou o administrador da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), Jorge Quijano.

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Após uma reunião de duas horas, a ACP informou que ofereceu garantir 183 milhões de dólares, dos quais 100 milhões corresponderão a uma antecipação e 83 milhões a fundos já antecipados e cujo prazo de pagamento se estenderá agora por dois meses, segundo comunicado.

O consórcio Grupo Unidos por el Canal (GUPC), liderado pela construtora espanhola Sacyr, "deve se comprometer a aportar 100 milhões de dólares (com sua devida garantia) para ser utilizados no projeto", acrescentou a proposta.

"A quantia total (283 milhões de dólares) deve se depositada em uma conta para o pagamento a contratistas e terceirizados e seus desembolsos serão feitos conforme as entregas da parte de GUPC", acrescentou a ACP.

A administração do Canal informou que nesse total está "o envio ao Panamá das quatro comportas que deverão chegar em novembro e cuja construção já foi paga pela ACP", assim como "recontratar os trabalhadores necessários".

"Este aporte permitiria a continuação regular dos trabalhos enquanto são resolvidas as reclamações do contratista sob os mecanismos estabelecidos pelo contrato", informou a ACP em um comunicado.

Após compromissos obtidos com a mediação da ministra espanhola de Fomento (Obras Públicas), Ana Pastor, os diretores do GUPC e de ACP tiveram nesta terça-feira sua primeira rodada de diálogos, após uma semana de enfrentamentos pela reivindicação dos sobrecustos.

"A proposta da ACP não quer dizer que tudo está resolvido. Não é que o GUPC aceitou esta proposta. Também não a rejeitou. Avançamos nesta reunião, mas ainda há muito a fazer", comentou Quijano, que acrescentou que o consórcio "busca uma proposta a mais longo prazo".

Os diretores de GUPC, entre quem se destacava Manuel Manriquez, presidente de Sacyr, saíram da reunião, na sede de ACP, sem dar declarações.

Quijano disse que as partes podem voltar a se reunir ainda nesta terça-feira ou nos próximos dias para "conhecer a resposta" à proposta. "Mas não podemos esperar muito", alertou o administrador.

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