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Presidente do Banco Central diz que inflação tem "ligeira resistência"

Alexandre Tombini e o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, haviam se comprometido a entregar uma inflação menor em 2013 do que a registrada em 2012

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postado em 10/01/2014 12:40 / atualizado em 10/01/2014 13:16

Deco Bancillon

Iano Andrade/CB/D.A Press - 10/12/13
Em comunicado oficial, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse há pouco que a alta da inflação do ano passado mostrou "resistência ligeiramente acima daquela que se antecipava". Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2013 com alta de 5,91%.

Tanto Tombini, quanto o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, haviam se comprometido a entregar uma inflação menor em 2013 do que o número registrado em 2012, de alta de 5,84%. Ao descumprir as promessas, a equipe econômica do governo Dilma Rousseff dá mais munição para a artilharia da oposição e do mercado financeiro, que já questionam a política fiscal frouxa do Ministério da Fazenda.

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Há apenas um mês, Tombini disse, em café da manhã com jornalistas, que a inflação em 2013 "ficará certamente abaixo da de 2012". Na nota encaminhada há pouco, o Banco Central repete que os 5,91% de alta do IPCA ficaram "dentro do intervalo de tolerância fixado para o ano". Pelo sistema de metas de inflação, o IPCA pode variar entre 2,5% e 6,5% ao ano, mas o centro da meta é 4,5%, patamar que já não é cumprido há quatro anos consecutivos.

Para 2014 e 2015, a expectativa do próprio governo é que a inflação continue acima de 4,5%, mesmo com a dose cavalar de juros implementada pelo Banco Central desde abril de 2013. Por conta do número acima do esperado para a inflação, o mercado já aposta que a taxa básica de juros, a Selic, deverá romper os 11% ao ano, a partir de fevereiro.

Mas há analistas ainda mais pessimistas que apostam numa alta ainda maior de juros, um sintoma da desconfiança do mercado financeiro com as ações da política econômica do governo da Dilma Rousseff.

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