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Hollande se arrisca a desagradar esquerda com sua nova política econômica O presidente francês anunciou redução de 30 bilhões de euros nos impostos das empresas e um plano de ajustes dos gastos da administração

France Presse

Publicação: 15/01/2014 18:22 Atualização:

O presidente socialista francês, François Hollande, se arrisca a desagradar a esquerda com sua nova política econômica, aplaudida pelo patronato. A imprensa francesa há tempos não dedicava tantos elogios ao chefe de Estado como nesta quarta-feira. Exercício de "alto equilibrismo", segundo o Le Parisien, presidente "liberado", segundo o Libération.

Os elogios soaram paradoxais em um momento em que Hollande, cuja impopularidade bate recordes nas pesquisas, se encontra no centro de uma tempestade midiático-política desde a revelação de sua suposta relação com a atriz Julie Gayet, de 41 anos, 18 a menos que ele.

Durante quase três horas, François Hollande explicou a 500 jornalistas seus projetos de reformas com um tom de firmeza raramente utilizado desde que assumiu o cargo, em maio de 2012, com exceção de sua defesa de uma política militar agressiva no Mali, na República Centro Africana e na Síria.

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O presidente, que não consegue cumprir sua promessa de inverter a curva do desemprego, anunciou uma redução de 30 bilhões de euros nos impostos das empresas e um plano de ajustes dos gastos da administração (Estado e coletividades locais) de 50 bilhões em três anos (2014-2017).

A redução dos impostos das empresas se inclui em um "pacto de responsabilidade" com o Estado. Em contrapartida, as empresas deverão contratar um milhão de pessoas. Este pacto foi apresentado por Hollande como "o maior compromisso social há décadas".

Além das medidas anunciadas, o presidente ultrapassou os limites da esquerda francesa ao assumir uma linha "social-democrata".

"Como sempre, os socialistas no governo atuam com pragmatismo, mas nunca um presidente socialista ou um socialista no poder assumiu o fato de que seja social-democrata", disse o cientista político Stéphane Rozes.

Isso pode surpreender em outras partes, dada a aceitação há muito tempo nos países ocidentais, particularmente nos europeus, das vantagens da social-democracia, mas na França, onde a palavra social-democrata era até pouco tempo considerada um insulto pelos militantes do Partido Socialista, se trata efetivamente de uma guinada.

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